<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7812576545062201440</id><updated>2012-02-16T10:05:51.200-08:00</updated><category term='sangrias'/><category term='alcoolismos'/><title type='text'>Song for a dream</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://trakamorim.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Trak Amorim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14059994867803734306</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_n-NRfoytPUg/TKuAsP9QijI/AAAAAAAAAAM/47lJARfxvhQ/S220/S6300594+-+C%C3%B3pia.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>287</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7812576545062201440.post-5312872697190909099</id><published>2012-02-07T09:14:00.000-08:00</published><updated>2012-02-07T09:21:40.207-08:00</updated><title type='text'>Notas de um dia qualquer</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De alguma forma inconsciente você tenta fugir de algo. De uma coisa meio nova, mas velha no seu vocabulário sabe? Aquilo que sempre consta no CV mas nunca na sua derme. De alguma forma você tenta fugir e tão perto de envelhecer, velhas dívidas ( que a sua língua fez) aparecem sobrepostas e te cobram respostas, ou melhor, efetivações. Sopros de vida. Todo o barro amassado por diversas pisadas iguais fica ganindo por um sopro de vida e você se sente tão velho e tão triste. Talvez pela perda de tempo, pela exaltação inútil e nervosa, quando basta apenas ir e fazer. Ou talvez porque você perceba,que com o passar do tempo, aquele friozinho na barriga, aquela ansiedade tão gostosa pela vinda dos anos tenha se perdido. E agora com indiferença já é quase véspera. Talvez esse seja o legado mais infame da velhice: a perda das borboletas, dos calafrios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, e sempre, mas de alguma forma oculta, num nó dado em volta do seu pescoço, a razão da sua fuga seja de fato apenas um desvio para o retorno ao frio na barriga, que talvez exista ainda, mesmo que minúsculo, nesse pânico bobo de abrir os olhos de manhã e ser a mesma pessoa, só que com quase vinte e sete.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7812576545062201440-5312872697190909099?l=trakamorim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://trakamorim.blogspot.com/feeds/5312872697190909099/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2012/02/notas-de-um-dia-qualquer.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/5312872697190909099'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/5312872697190909099'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2012/02/notas-de-um-dia-qualquer.html' title='Notas de um dia qualquer'/><author><name>Trak Amorim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14059994867803734306</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_n-NRfoytPUg/TKuAsP9QijI/AAAAAAAAAAM/47lJARfxvhQ/S220/S6300594+-+C%C3%B3pia.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7812576545062201440.post-5044181769198720822</id><published>2012-01-10T16:19:00.000-08:00</published><updated>2012-01-10T16:50:04.112-08:00</updated><title type='text'>Tempestades de verão</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Me traduza pelas minhas músicas. Pelas minhas tristezas nem tão escondidas assim. Mas elas são falsas. São apenas gavetas vazias. Eu sou um armário. Entrei nessa pira. Eu sou um armário, cheio de roupas fora de moda e muito gastas jogadas. Mas eu tenho gavetas vazias. Parecia muito, mas é tão pouco. Essa coisa toda não me preenche. Não me faz. Ainda não faz. Depois de tanto tempo, parece o mesmo disco arranhado repetido inúmeras vezes. Você sabe do que eu falo, assim, quando eu sempre... Eu sinto isso aqui, isso, arrancado, um vazio espetacular. Uma foto de paisagem sem paisagem alguma, ou, ou com algo muito líquido, uma paisagem líquida. De humores vagos, como tempestades de verão, inundadas de raios de sol e gotas de gelo. Minha paisagem interna, melancólica, admito. Mas tão minha, como as mãos, que indecisas percorrem as possibilidades de traços, recheios e caem inertes num cansaço. Num vazio. Numa sensação de não pertencerem a esse mundo. A esse lugar/corpo/tempo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu queria poder sumir nos dias de chuva.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7812576545062201440-5044181769198720822?l=trakamorim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://trakamorim.blogspot.com/feeds/5044181769198720822/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2012/01/tempestades-de-verao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/5044181769198720822'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/5044181769198720822'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2012/01/tempestades-de-verao.html' title='Tempestades de verão'/><author><name>Trak Amorim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14059994867803734306</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_n-NRfoytPUg/TKuAsP9QijI/AAAAAAAAAAM/47lJARfxvhQ/S220/S6300594+-+C%C3%B3pia.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7812576545062201440.post-9076113631470368229</id><published>2012-01-09T15:14:00.000-08:00</published><updated>2012-01-09T15:26:55.540-08:00</updated><title type='text'>Café</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um coador de café logo após sentir a quentura da água e o peso saindo pelos poros, fica assim atordoado. Um vazio se instala. Ainda há rastros borbulhantes na sua extensão, mas o calor não é o mesmo. E a sensação de utilidade já se foi. Resta a pia, a companhia dos copos, xícaras ainda enfumaçados, dos pratos com restos delicados de morango e creme. Um fim de tarde escoado e algumas vozes agora distantes e baixas sumindo da cozinha. Mas na memória, sim, coadores de café tem memória, fica aquele calor, aquela morte quente que o desfez fibra a fibra até se recompor numa morna massa marrom entrecortada de suspiros. E após lavado, horas depois, ainda na fibra, um sutil amarronzado fica na fibra. Até o dia em que o amarelo e o marrom carcomam por inteiro o branco do tecido, ou que as mãos se cansem de lavá-lo e venham a substitui-lo os frios e inumanos coadores de papel.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7812576545062201440-9076113631470368229?l=trakamorim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://trakamorim.blogspot.com/feeds/9076113631470368229/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2012/01/cafe.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/9076113631470368229'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/9076113631470368229'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2012/01/cafe.html' title='Café'/><author><name>Trak Amorim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14059994867803734306</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_n-NRfoytPUg/TKuAsP9QijI/AAAAAAAAAAM/47lJARfxvhQ/S220/S6300594+-+C%C3%B3pia.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7812576545062201440.post-5176623491103958815</id><published>2011-11-28T15:35:00.000-08:00</published><updated>2011-11-28T16:03:29.522-08:00</updated><title type='text'>Cacos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Como asas de mosquitos presas nas telas que separam o quarto do resto do mundo, assim seguem as intenções. Depredadas e mutiladas no percurso, até sobrar ao olho nu a visão da carcaça quase seca e desalinhada, puída, mole. Sem sangue. Na superfície dos corpos os letreiros parecem fincados muito, muito fundo, nem mesmo o neon atravessa a carapaça. Nem todas as idéias viram flores, nem tudo pode surgir do esterco. às vezes é só esterco mesmo e pronto. Não há como moldar assim tão depressa, remodelar em 2 horas. As intenções mutiladas jamais serão vistas no seu todo, jamais serão sentidas com doçura. Coisas coladas permanecem feias. Distorcidas, disfuncionais para olhos tão habituados com a certeza aséptica.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7812576545062201440-5176623491103958815?l=trakamorim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://trakamorim.blogspot.com/feeds/5176623491103958815/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2011/11/cacos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/5176623491103958815'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/5176623491103958815'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2011/11/cacos.html' title='Cacos'/><author><name>Trak Amorim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14059994867803734306</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_n-NRfoytPUg/TKuAsP9QijI/AAAAAAAAAAM/47lJARfxvhQ/S220/S6300594+-+C%C3%B3pia.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7812576545062201440.post-7206251760264735497</id><published>2011-11-05T15:45:00.000-07:00</published><updated>2011-11-13T13:00:14.848-08:00</updated><title type='text'>Quanto tempo demora?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Para o seu coração cicatrizar? Pra que eu pare de me sentir estrangeiro entre os meus? Para que o álcool pare de fazer efeito? Para que tudo pare... e seja o dia mais uma sucessão de horas enfileiradas. Me sinto tão estranha entre os que eram os meus, e talvez sobre uma ou duas pessoas nas quais fique inabalável. Talvez, não mais, não sei. Tanta pedra, espinho, capa, camisa, defesa, escudo, e aqui dentro reina essa liquidez. Essa coisa terna qeu fica oscilando, escondendo, morrendo no escuro. Vá entender. Mas há de ser assim sempre.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Esgueira-se no silêncio dos passos alguns pensamentos, e sempre ( por mais que não acreditem por ae) os meus melhores pensamentos. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7812576545062201440-7206251760264735497?l=trakamorim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://trakamorim.blogspot.com/feeds/7206251760264735497/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2011/11/quanto-tempo-demora.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/7206251760264735497'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/7206251760264735497'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2011/11/quanto-tempo-demora.html' title='Quanto tempo demora?'/><author><name>Trak Amorim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14059994867803734306</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_n-NRfoytPUg/TKuAsP9QijI/AAAAAAAAAAM/47lJARfxvhQ/S220/S6300594+-+C%C3%B3pia.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7812576545062201440.post-8263482759975557313</id><published>2011-10-20T13:05:00.000-07:00</published><updated>2011-10-20T13:18:20.661-07:00</updated><title type='text'>Roda gigante, goles de café e purgante</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Tenho me remoído, parece que não. Mas cada gole, cada dia, cada hora, isso volta aos meus lábios. Me exaspera. Quando vejo, o assunto me morde com tal força que sangra. Mas eu sei que tenho razão. E não deve partir de mim o primeiro compasso. Acredite, me dói. Porque você manda recados altos de coisas que eu nunca fiz. Que só existem na sua cabeça, na sua fragilidade e por isso você não se atenta a minha. Eu não humilho. Eu me defendo. Eu nem sequer te sonho com qualquer má intenção, pra sua curiosidade: eu admiro todas as qualidades que existem em você. Sua criatividade, seu olhar altivo, seu modo carinhoso de agir quando assim lhe convém, sua inteligiência. Mas você apenas insinua que eu desprezo, que eu não vejo. Nunca vi alguém tão cega. Você bebe. Eu bebo. Mas eu nunca, em momento algum, no auge da minha raiva, encostei uma sombra do meu peso sobre você. E a primeira coisa que você faz antes de conversar é simplesmente atirar sobre mim o peso das suas manias, dos seus pensamentos duvidosos, das suas mãos. E agora fico eu aqui, me remoendo, pensando: pra que raios servem esses amigos que não me entendem? que conseguem pensar tão mal de mim? O que raios tem passado de mim para os outros? Eu não sei. Mas se só você vê isso, eu não devo temer o erro. A sua cegueira e a sua estupidez ainda assim não superam minha admiração pelos seus talentos, embora confesse que sinta uma antipatia pelas suas ações comigo, pelas sucessivas discussões disformes. Pela nossa tentativa sem êxito de nos compreendermos. Eu, não vou, deflagrar esse assunto. Eu quero desagua-lo de mim. Mudar pra longe essa sensação, mesmo que você vá junto com ela. Mesmo que o ano termine com mais um mal entendido. Não quero resolver jogos de cripto. Não quero explicar cada palavra e cada respiro. Desculpe, eu não tenho essa intenção. Que fique assim, eu no meu orgulho remóido, até que se dissolva essa pedra e você a fingir que nada acontece e a viver de acúmulos. E a morrer de venenos estampados. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7812576545062201440-8263482759975557313?l=trakamorim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://trakamorim.blogspot.com/feeds/8263482759975557313/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2011/10/roda-gigante-goles-de-cafe-e-purgante.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/8263482759975557313'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/8263482759975557313'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2011/10/roda-gigante-goles-de-cafe-e-purgante.html' title='Roda gigante, goles de café e purgante'/><author><name>Trak Amorim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14059994867803734306</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_n-NRfoytPUg/TKuAsP9QijI/AAAAAAAAAAM/47lJARfxvhQ/S220/S6300594+-+C%C3%B3pia.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7812576545062201440.post-8036055657617891601</id><published>2011-10-07T13:32:00.000-07:00</published><updated>2011-10-07T13:57:52.841-07:00</updated><title type='text'>.Notas de um dia de verão atordoado</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Quando as roupas estão novas demais, limpas demais, frescas demais evito passear pelos espaços, querendo não me sujar deles, mas preciso loucamente de algo além da lacuna. Dias de sol entorpecidos, baba escorrendo pelo queixo, uma vontade de nada somada a coisa alguma. E as pessoas já não me procuram, pelo excesso de afastamento. Mas nem sei quando a redoma se formou. O sol impiedoso faz suar lágrimas agora secas, mas não tristes, não deprimentes, apenas lágrimas, dessas de filme, dessas de alívio, dessas de nada, por pura sensibilidade. Esvazio copos na imensidão do abraço esperado. Renovo meus votos em pensamento e penso em dois ou três passos de dança, meneios de mão, mas não insisto em te mostrar meus rabiscos, mas fatalmente sinto falta de dividi-los contigo, J. Agora no sol, algumas conversas invariavéis sobre linhas e peixes e rimas e dicotomias e licores e nada além disso me fazem falta. C'est la vie. Não há muito o que esperar de verbos no passado. Nem de abraços não dados, nem de copos secos pela garganta também seca. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pequenos idílios tocam meus lábios, voam vorazes e se dissolvem antes de completarem a primeira hora, assim seguem -se os dias e os nomes ficam empoçados em pedaços de nuvens, nacos de espuma boaindo na memória, apenas algumas coisas permanecem por tempo suficiente pra me fazerem ausência. Recomponho um odor uma letra um desgaste na intermitente procura por algo que não seja 100% composto de tédio. Pessoas me entediam com a velocidade de moscas sobre cadavéres. Assim como determinados lugares me dão calafrios pela escassez de ângulos. Voraz me ausento das possibilidades do dia, procurando nas gavetas abarrotadas de coisas algo que renegado ao esquecimento seja mais forte que a moleza do sol.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7812576545062201440-8036055657617891601?l=trakamorim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://trakamorim.blogspot.com/feeds/8036055657617891601/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2011/10/notas-de-um-dia-de-verao-atordoado.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/8036055657617891601'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/8036055657617891601'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2011/10/notas-de-um-dia-de-verao-atordoado.html' title='.Notas de um dia de verão atordoado'/><author><name>Trak Amorim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14059994867803734306</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_n-NRfoytPUg/TKuAsP9QijI/AAAAAAAAAAM/47lJARfxvhQ/S220/S6300594+-+C%C3%B3pia.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7812576545062201440.post-7511108685956420175</id><published>2011-08-21T14:23:00.000-07:00</published><updated>2011-08-21T14:31:21.982-07:00</updated><title type='text'>No último gole, um cubo de gelo indissoluto me rasgou de leve a carne da goela</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;E o dia foi feito de quases, de tanta coisa entalada, espinha de peixe sangrando e com pus. Unhas ruídas e silêncios indiscretos, vento frio e mãos endurecidas. A voz dele ecoava triste e pálida por cima do teor forte do seu copo. A única coisa projetada no seu semblante era o desgosto por não entender as minimas molas do gene ali modificado, crescido e alterado. Ele não sabia que nada daquilo realmente ofendia, porque aquilo era só um desejo seu. Não meu. Não íntimo. Casa, carro, filhos, cachorro, domingos no parque, essas coisas da gente que roda dentro da roda como diria Caio. Eu não sou disso. Eu sou do partido do Genet, eu me visto de vergonha pra dizer que não sou feita disso ae, e não sofro. Mas não faço disso bandeira, apenas passo. Quero assim, ficar rio. Passando, deixando as coisas dentro de mim boiarem e quando cansarem desse não lugar, deixar que se agarrem as bordas, a um pneu, um caco, qualquer coisa e me deixem. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu tinha receio de perguntar se no íntimo dos seus silêncios ela concordava que eu era apenas isso, uma coisa que não certo, um origami com dobra errada...talvez ai, eu não sobrevivesse e fincasse pé na cova, porque na roda eu não dou jeito. Eu giro e vomito, caio em vertigem. Adoeço, endureço.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ultimamente eu só quero que nada mais exista além do tempo escoando entre os relógios e que acabe, assim como uma peça de teatro.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7812576545062201440-7511108685956420175?l=trakamorim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://trakamorim.blogspot.com/feeds/7511108685956420175/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2011/08/no-ultimo-gole-um-cubo-de-gelo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/7511108685956420175'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/7511108685956420175'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2011/08/no-ultimo-gole-um-cubo-de-gelo.html' title='No último gole, um cubo de gelo indissoluto me rasgou de leve a carne da goela'/><author><name>Trak Amorim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14059994867803734306</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_n-NRfoytPUg/TKuAsP9QijI/AAAAAAAAAAM/47lJARfxvhQ/S220/S6300594+-+C%C3%B3pia.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7812576545062201440.post-7690019640822470604</id><published>2011-08-14T15:17:00.000-07:00</published><updated>2011-08-14T15:31:18.152-07:00</updated><title type='text'>Entre as luzes apagadas um respiro largado</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;É bem parecido com uma ausência. Mas não tem nada a ver com o resto do mundo. Lateja, como se eu não fosse de lugar nenhum, como se qualquer minuto me fizesse andar quilômetros e nunca conseguisse voltar tão próximo. Chegar tão íntimo de nada. Ficar ali na superfície do rosto liso e perfeito de um estátua. Polindo perfeições como prataria. Mas talvez seja só aquele deslocamento me levando pra onde eu deveria estar. No mar. Longe. Assim, sem amarras. No mar. Mas se parece com uma redoma vazia, onde o ar é limpo mas mesmo assim existe um vazio e não há nada que preencha. Como se o tesão tivesse acabado. Mas esta lá em algum lugar. Deixei de procurar com palavras algo que me desperte. Daquela procura engasgada que atropela pernas, abraços, peitos, flores, tempos. Fica algo mais próximo de: se houver algo ficará em mim, como uma marca. Se puder sentir saudades valeu algo. Mas não tenho sentido saudades de nada. De ninguém. Como se eu nunca tivesse ido embora e as pessoas fossem rascunhos num papel amarrotado demais e eu não pudesse ver mais as linhas dos rostos. Algo como comer mamão.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O dia é tão cinza, mas não pesa. Consegue entender? Não pesa. Nada faz peso, força ou raspa. Como se fossem apenas linhas que eu pudesse apagar da memória com a ponta pouco gordurosa dos dedos. E tenho uma ponta de receio de que nada mais me faça chorar. Um cataclisma, uma criança, um pensamento furtivo. Um receio de ter consumido tanto das minhas sensações que agora fosse a maioria do mundo um passar indiferente. Não tudo. Talvez algo fique ali entre minha calmaria e os pêlos dos gatos que percorrem suaves todos os espaços da casa.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7812576545062201440-7690019640822470604?l=trakamorim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://trakamorim.blogspot.com/feeds/7690019640822470604/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2011/08/entre-as-luzes-apagadas-um-respiro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/7690019640822470604'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/7690019640822470604'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2011/08/entre-as-luzes-apagadas-um-respiro.html' title='Entre as luzes apagadas um respiro largado'/><author><name>Trak Amorim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14059994867803734306</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_n-NRfoytPUg/TKuAsP9QijI/AAAAAAAAAAM/47lJARfxvhQ/S220/S6300594+-+C%C3%B3pia.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7812576545062201440.post-3345783181202860899</id><published>2011-07-30T18:21:00.000-07:00</published><updated>2011-07-30T19:41:27.943-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Encantamento expresso. Acontece assim, girando as letras do alfabeto. Tem algo de peculiar na calmaria dos olhos dela. Tem alguma coisa de inquietante nas entrelinhas das palavras. O não dito, fica mais interessante quando preenchido pelas centelhas da imaginação. Mas não é nada fantasioso em demasia. É mais como um passatempo, um adivinhar segredos. Jogos de palavras. Tem algo recorrente nos meus micro romances. Marcas. cortes. Reentrâncias que me levam a pontos de contato entre todos esses nomes.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7812576545062201440-3345783181202860899?l=trakamorim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://trakamorim.blogspot.com/feeds/3345783181202860899/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2011/07/encantamento-expresso.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/3345783181202860899'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/3345783181202860899'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2011/07/encantamento-expresso.html' title=''/><author><name>Trak Amorim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14059994867803734306</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_n-NRfoytPUg/TKuAsP9QijI/AAAAAAAAAAM/47lJARfxvhQ/S220/S6300594+-+C%C3%B3pia.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7812576545062201440.post-8474340935520578959</id><published>2011-07-15T14:22:00.000-07:00</published><updated>2011-07-15T14:29:52.704-07:00</updated><title type='text'>Pedras</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Queria dizer alguma coisa, algo doce, como vinho branco. Mas a boca parece subitamente celada e nenhuma palavra parece minimamente interessante.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Já deitei saudades por todos os cantos, finquei mesmo fora de hora algumas palavras na trave...mas assim, fica um cansaço, algo parecido com : se há tanta coisa que me sente, porque pintar pedras de azul? Pra que falar com elas se não haverá respostas? Pelo hábito solitário de amaciar pedras na parca tentativa de torná-las flores.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7812576545062201440-8474340935520578959?l=trakamorim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://trakamorim.blogspot.com/feeds/8474340935520578959/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2011/07/pedras.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/8474340935520578959'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/8474340935520578959'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2011/07/pedras.html' title='Pedras'/><author><name>Trak Amorim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14059994867803734306</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_n-NRfoytPUg/TKuAsP9QijI/AAAAAAAAAAM/47lJARfxvhQ/S220/S6300594+-+C%C3%B3pia.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7812576545062201440.post-2011245603222614629</id><published>2011-06-26T20:15:00.000-07:00</published><updated>2011-06-26T20:26:46.071-07:00</updated><title type='text'>Para raios intercalado com soníferos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;As pessoas são cheias de segredos e silêncios. Engasgos e choramingos. Coisas paradas na mente, como água parada. Criam vermes como nos tecidos deixados para apodrecer num terreno baldio. Pode-se recolher aos baldes as palavras azedas, as frustrações e as incertezas. E não, isso não tem nada a ver comigo. Antes tivesse. Mas fosse só a minha dor, bastava, o mundo tornava-se umbigo de novo e só o meu dedo tremendo em frente ao espelho e meus olhos vermelhos diriam tudo do mundo. Mas não, eu funciono como uma espécie de para raio. E ao meu redor, nessa semana, tem muito olho desmanchado por noites insônes e muita boca inchada de tanto se explicar. Só existe um meio de passar ileso por isso: não vendo. Mas o estado de cegueira é trivial, é o estado dos cachorros no extase do osso. No auge da lambida fria no pedaço de couro morto. Não é mais nada que a sua imaginação criando beleza onde já não existe nem mesmo a poeira ou a lembrança indevida daquela sensação de fome. Por que as vezes nos meus pensamentos tudo se resume a fome. Tudo descamba numa ânsia, mas que nem sempre é sua ou minha, é alheia. E ela rebate e retumba no saco vazio dos nosso estômagos ou nas nossas ásperas saídas de emergência. E numa semana que termina com tantos alardes alheios, e tantos recolhimentos, salivas e cuspes, resta apenas esperar que o próximo raio caia sobre meu peito e o abra como uma mexerica caldalosa e que pelo menos no meu caldo menos expesso alguma coisa possa projetar um sorriso em quem quer que seja. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7812576545062201440-2011245603222614629?l=trakamorim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://trakamorim.blogspot.com/feeds/2011245603222614629/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2011/06/para-raios-intercalado-com-soniferos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/2011245603222614629'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/2011245603222614629'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2011/06/para-raios-intercalado-com-soniferos.html' title='Para raios intercalado com soníferos'/><author><name>Trak Amorim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14059994867803734306</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_n-NRfoytPUg/TKuAsP9QijI/AAAAAAAAAAM/47lJARfxvhQ/S220/S6300594+-+C%C3%B3pia.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7812576545062201440.post-6115713402386476555</id><published>2011-06-20T19:37:00.000-07:00</published><updated>2011-06-20T19:54:09.498-07:00</updated><title type='text'>Comum</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Movediço. Ouvindo músicas ruins, que colam à parte mais intíma dos tímpanos. Numa tentativa frívola de me sentir mais perto do comum. Daquele instante comum. Mas está descolado. Meu peito, dedos, verbos, cabelos, pêlos estão descolados. Embora sinta saudades. Parece-me cada vez mais insuportável ficar entre as pessoas. Entre certas pessoas. Trabalhar com pessoas. Sinto tão melhor, tanto alívio em meio as folhas de papel, a tinta e aos respingos de cor na camisa. Assim entre desenhos, pequenos rabiscos, no mundo das idéias. Alguém uma hora escreveu " eu não vivo de sonhos, mas de realizações". Eu acho que vivo de pensamentos desconexos. De linhas extravagantes e de mobilias cor tabaco. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ai de repente muda tudo e num lugar desmontável aquele homem fica desmontando nuvens e perdendo as horas conpensando os seus sentimentos em formatos inflavéis. Ali, sem sequer parar para olhar o relógio, mas de olhos fixos no sol. As retinas queimadas. A letargia esparramada pelas camisas, telhas, cremes, passarelas, caminhadas. Entre aquelas expressões facéis e aquelas que parecem facéis mas que são cheias de alguma coisa que bóia e chega até alguém como algo novo, mas que aqui é velho velho, mofado mesmo. Com cheiro de folha seca. Fica assim sentindo esquemas aritméticos dentro do coração. Esbanjando alienações. Inibições. Exibições. Espera. Espera? Espera!!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu não terminei!! Hey, espera!!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Foi? Você ouviu? Eu chamei! Claro que chamei!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Isso não faz nenhum sentido&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;NÂO&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;É que vocÊ tá ocupado demais ardendo por ai dentro de garrafas e não percebe onde os pontos se conectam e onde os personagens são exatamente o reflexo mambembe de um desejo qualquer que até já se esqueceu de nascer.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Papapa pa ra ra, sabe?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Hein?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A música!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Você sabe, conhece essa música! Você que me ensinou, agora fica esse papapapaaaaaa aqui quando eu fico sem saber pra onde olhar, quando as nuvens não se deixam engarrafar e os desejos não desejam sair do ventre da minha saliva.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ah eu fico sonhando em dormir na geladeira. Ao lado das garrafas de vodka. Ao lado dos iogurtes e alfaces. Mas e se não tiver nada na geladeira? E se meu dinheiro tiver acabado antes do décimo dia útil e não houver nada na geladeira? Resta a solidão do frio. A existência do silêncio e todas essas coisas que me são tão comuns. Olha ae, eu sou comum.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7812576545062201440-6115713402386476555?l=trakamorim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://trakamorim.blogspot.com/feeds/6115713402386476555/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2011/06/comum.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/6115713402386476555'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/6115713402386476555'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2011/06/comum.html' title='Comum'/><author><name>Trak Amorim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14059994867803734306</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_n-NRfoytPUg/TKuAsP9QijI/AAAAAAAAAAM/47lJARfxvhQ/S220/S6300594+-+C%C3%B3pia.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7812576545062201440.post-9125769899660798782</id><published>2011-06-02T19:06:00.000-07:00</published><updated>2011-06-02T19:48:40.491-07:00</updated><title type='text'>De como o tempo pode ser monocromático ou como hoje alguma coisa foi dispensável</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Não estava aqui, agora esta. Essa sensação de estar só no mundo, vasto mundo. De respirar clichês, pela ausência de expressões. Tendo ainda assim, um dicionário gigantesco ao lado da cama. Sinto que faço as coisas somente pra mim. E isso me dá uma solidão danada. Alô? Paredes. E ae? Beleza? Discurso fake, conversa mole, quebrada sabe? sabe? Ah, nem tem ninguém aí. Eu acho que perdi algo no meio dos nós. E eu sigo procurando. Mas fica cada vez mais distante ou eu que penso demais. E desespero demais. E urino demais. Bebo pouco nos últimos dias. Fico no impasse da espera e nada alivia. Telefone. Email. Mensagem. Toda essa espera. Todo esse desconforto de ter um calendário pregado na cara. De ter que entregar meio mundo no espaço de 35 dias. E ainda assim, ter que ouvir que é tempo demais, que tem tempo de sobra. Acho que sou larga então, me esparramo demais. E fica difícil voltar a minha forma original. E ainda assim, ainda tem tempo pra me sentir só. No meio dos livros. Sinto saudades de mim quando pessoas, mobilias, calendários, relógios, cachorros, chinelos, meias, camisas, pastas, figuras não passavam de cogumelos estampados e amarelos no meio do jardim.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7812576545062201440-9125769899660798782?l=trakamorim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://trakamorim.blogspot.com/feeds/9125769899660798782/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2011/06/de-como-o-tempo-pode-ser-monocromatico.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/9125769899660798782'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/9125769899660798782'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2011/06/de-como-o-tempo-pode-ser-monocromatico.html' title='De como o tempo pode ser monocromático ou como hoje alguma coisa foi dispensável'/><author><name>Trak Amorim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14059994867803734306</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_n-NRfoytPUg/TKuAsP9QijI/AAAAAAAAAAM/47lJARfxvhQ/S220/S6300594+-+C%C3%B3pia.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7812576545062201440.post-2189504024762266384</id><published>2011-06-01T20:45:00.000-07:00</published><updated>2011-06-01T21:03:40.878-07:00</updated><title type='text'>Blocos deslocados na sala de TV</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Tem algo que parece com esse vento. Com esse frio. É repetitivo. Uma ânsia que vem e volta, feito maré dentro dos dentes. Submersa na ponta dos dedos. E de repente irrompe em sonhos, pensamentos. Fica um azedume, aquele gosto de sangue pisado na boca, sabe? Quando um dente sangra e fica aquele gosto estranho. Mas que é tão sensível e tão bom. Eu fico assim, pensando em dizer coisas que não devem ter muito sentido. Hoje eu vi um recado de um alguém para um outro alguém, vamos chamar de Botão para o casa de botão e fiquei feliz que eles se achassem tão perfeitamente entrincheirados um no outro, quase indissociavéis. Imutáveis no seu amor andarilho. Porque em tanto tempo de inquietude, em mim descansam as palpitações. É uma sensação vazia, porque eu acho que sou feito de amor. Eu fico doendo. Mas agora eu só fico aqui entre montes e montes de papel. Tem muito trabalho com o qual me ocupar e pouco coração pra lançar no espaço. Ficam fiozinhos ainda translúcidos daquelas coisas passadas que de vez em quando passam pela minha boca, mas eu tiro com um meneio de mão muito delicado.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas o meu alfabeto às vezes degela: daí eu escrevo um poema, quer dizer, eu rabisco qualquer coisa, porque um poema é algo muito frágil pras minhas mãos e ao mesmo tempo muito pesado pro meu abraço.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7812576545062201440-2189504024762266384?l=trakamorim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://trakamorim.blogspot.com/feeds/2189504024762266384/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2011/06/blocos-deslocados-na-sala-de-tv.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/2189504024762266384'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/2189504024762266384'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2011/06/blocos-deslocados-na-sala-de-tv.html' title='Blocos deslocados na sala de TV'/><author><name>Trak Amorim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14059994867803734306</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_n-NRfoytPUg/TKuAsP9QijI/AAAAAAAAAAM/47lJARfxvhQ/S220/S6300594+-+C%C3%B3pia.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7812576545062201440.post-7461126925521694568</id><published>2011-05-21T19:08:00.000-07:00</published><updated>2011-05-21T19:17:52.944-07:00</updated><title type='text'>N°5</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Mais uma daquelas sensações de queda inevitável. Talvez seja somente sono. Carência de calor, olhos fechados e relógio quebrado. Talvez seja esse o motivo dessa sensação de esgotamento. De andar andar andar e não sair do lugar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7812576545062201440-7461126925521694568?l=trakamorim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://trakamorim.blogspot.com/feeds/7461126925521694568/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2011/05/n5.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/7461126925521694568'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/7461126925521694568'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2011/05/n5.html' title='N°5'/><author><name>Trak Amorim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14059994867803734306</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_n-NRfoytPUg/TKuAsP9QijI/AAAAAAAAAAM/47lJARfxvhQ/S220/S6300594+-+C%C3%B3pia.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7812576545062201440.post-504581175227801371</id><published>2011-05-17T19:46:00.001-07:00</published><updated>2011-05-17T19:47:35.737-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Daquelas apatias não conseguia se resguardar. Era naturalmente triste. E andava tão sozinho que até o forro do peito lhe faltava. E agora que fazer com as palavras?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7812576545062201440-504581175227801371?l=trakamorim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://trakamorim.blogspot.com/feeds/504581175227801371/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2011/05/daquelas-apatias-nao-conseguia-se.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/504581175227801371'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/504581175227801371'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2011/05/daquelas-apatias-nao-conseguia-se.html' title=''/><author><name>Trak Amorim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14059994867803734306</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_n-NRfoytPUg/TKuAsP9QijI/AAAAAAAAAAM/47lJARfxvhQ/S220/S6300594+-+C%C3%B3pia.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7812576545062201440.post-5302350702855920031</id><published>2011-05-17T19:36:00.000-07:00</published><updated>2011-05-17T19:46:14.261-07:00</updated><title type='text'>N °4</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Parece que um bolor se acostumou na garganta. Ficar zanzando da língua pros poros, olhos, costelas. Fica esse frio horrendo. E essa tristeza que não adormece nem no fundo do copo. O cheiro doce da bebida não entorpece. Queria antes preencher-me de bourbon. Ficar ali boiando nele e não ele em mim. O batimento estagnado. Não, não é uma dor. É uma vontade constante de chorar, de se afogar. Não era apenas ela que lhe fazia falta. Era uma série de coisas que desabavam sobre o seu peito, que mais parecia agora uma casa abandonada de teto esburacado e chão empedrado. Nem sabia como explicar. Era uma sensação assim vazia. De solidão absoluta. Como se o cheiro do seu coração afastasse até o ar e o tempo parasse no derradeiro momento do grito. E aquele esgar não saisse nunca mais do espelho do banheiro. Era um tal de falar sozinho, e por tanto só, não conseguir entender aquele outro.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A coisa chegou a tal ponto que se fazia mais sozinho que o seu natural, numa tentativa doentia de se redimir de toda falta de tato com o gênero humano.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7812576545062201440-5302350702855920031?l=trakamorim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://trakamorim.blogspot.com/feeds/5302350702855920031/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2011/05/n-4.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/5302350702855920031'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/5302350702855920031'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2011/05/n-4.html' title='N °4'/><author><name>Trak Amorim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14059994867803734306</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_n-NRfoytPUg/TKuAsP9QijI/AAAAAAAAAAM/47lJARfxvhQ/S220/S6300594+-+C%C3%B3pia.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7812576545062201440.post-421925347676966458</id><published>2011-05-16T17:49:00.000-07:00</published><updated>2011-05-16T18:40:02.427-07:00</updated><title type='text'>N°3</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Ele passou duas horas debaixo da garoa, passeando pela cidade. Assim sem aviso, sem pensar muito. Estava frio. Tudo era recoberto de um azul triste, pálido e sem frescor. A voz distante, parecia sonífera. O abraço gelado. Um encontro que ele esperava tanto. Que ele queria tanto. E como tudo que esperava dali com muito entusiasmo, estava recoberto de um véu azul e frio. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Lembrou que ouviu diversas vezes sobre a falta de tempo, porém, mas uma vez era o relógio que não existia apenas pra ele.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Foi uma abraço frio. E ele que amava tanto ficou frio. Sem reações. Estava morto. A perda dela ainda soava fresca e cheia de cheiros. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7812576545062201440-421925347676966458?l=trakamorim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://trakamorim.blogspot.com/feeds/421925347676966458/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2011/05/n3.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/421925347676966458'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/421925347676966458'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2011/05/n3.html' title='N°3'/><author><name>Trak Amorim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14059994867803734306</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_n-NRfoytPUg/TKuAsP9QijI/AAAAAAAAAAM/47lJARfxvhQ/S220/S6300594+-+C%C3%B3pia.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7812576545062201440.post-4068737855925460192</id><published>2011-05-14T18:09:00.000-07:00</published><updated>2011-05-14T18:34:56.367-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sangrias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='alcoolismos'/><title type='text'>n° 2</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Sinto o coração sangrando. Arfando de dor. Mas não uma dor causada por alguém. Algo de vazio. Um resto, um fio de sangue, vômito, urina e suor e palavras que não acentam. No fundo do meu lodo. Do meu corpo. Não.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Há um frio em volta do meu corpo que apenas os livros e as garrafas parecem preencher. E mesmo as garrafas tem falhado. Hoje, elas falharam. O abismo foi mais profundo. Nada pôde aplaca-lo até essa hora em que me jogo sobre letras na esperança de sentir algum conforto.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7812576545062201440-4068737855925460192?l=trakamorim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://trakamorim.blogspot.com/feeds/4068737855925460192/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2011/05/n-2.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/4068737855925460192'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/4068737855925460192'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2011/05/n-2.html' title='n° 2'/><author><name>Trak Amorim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14059994867803734306</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_n-NRfoytPUg/TKuAsP9QijI/AAAAAAAAAAM/47lJARfxvhQ/S220/S6300594+-+C%C3%B3pia.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7812576545062201440.post-1570520243301132977</id><published>2011-05-08T18:57:00.001-07:00</published><updated>2011-05-08T19:46:35.310-07:00</updated><title type='text'>Pedra, papel, tesoura</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Mantenha distância do meu coração. De mim. Do tudo em mim se possível. Estou a ponto de explodir. Joguei metade do ano fora. Sem razão. Deixei um vazio. Mas ainda assim ficaram estalos. Pedaços de nada fincados na minha carne. Espaço tempo perdidos na minha falta de sorrisos. Ando sorrindo tão pouco. Tão fora de mim. Tão a beira da estrada. A revolta é tão tardia que caberia num palavrão pequeno. Mas já que quer ir embora então vá. Mas não fique indo e voltando. Isso eu não aguento. A cada volta uma ferida reabre e fica fedendo pelos cantos da sala. Mas é claro, que isso você não sabe. Eu sou sempre a insensível do momento.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mantenha meu peito na jaula. Eu mantenho meu peito na jaula. Ele fica ai, arreganhando dentes e ganhando feridas perdendo sangue e fedendo fedendo fedendo pela porta afora. Você sente esse cheiro na minha falta de sorrisos quando me vê passar? Ah, não, você nem vê. Esse mundo seu é intocável. Apenas para pessoas sensíveis. E eu obvio, sou uma pedra.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7812576545062201440-1570520243301132977?l=trakamorim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://trakamorim.blogspot.com/feeds/1570520243301132977/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2011/05/pedra-papel-tesoura.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/1570520243301132977'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/1570520243301132977'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2011/05/pedra-papel-tesoura.html' title='Pedra, papel, tesoura'/><author><name>Trak Amorim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14059994867803734306</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_n-NRfoytPUg/TKuAsP9QijI/AAAAAAAAAAM/47lJARfxvhQ/S220/S6300594+-+C%C3%B3pia.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7812576545062201440.post-4824467617184872082</id><published>2011-05-05T07:04:00.001-07:00</published><updated>2011-05-05T07:12:27.859-07:00</updated><title type='text'>J.</title><content type='html'>Apenas não vá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Estou pedindo que esse esforço essa dor essa diferença toda que existe entre nós morra. Que você não vá embora. Não, já não é a mesma coisa. Lá do início. Aquela minha paixão. Aquele seu entusiasmo. Estamos ambas cansadas. Você não compreende meus impulsos, e que eu preciso de algo mais presente, que me sinto dando voltas atrás do meu rabo, enquanto estou atrás de você. Isso me cansa. Isso me cansou. E parece que não faz mais diferença quem vai deixar quem. Quem não quer mais escutar, esforçar amar quem. Mas faz. E eu estou sempre aqui, arrombando a porta e mandando flores. Do seu lado, sei que é difícil, a sua personalidade tão sutil, delicada, dá de cara com a minha escancarada e também verborrágica, mas você sabe tão bem, ou deveria já ter percebido, que é tão fragil aqui dentro, que eu posso quebrar a qualquer instante. A gente até hoje não descobriu como se ajudar. Existe algo. Mas esse algo está morrendo. Se não já morreu. Será que alimentamos fantasmas por tempo demais?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7812576545062201440-4824467617184872082?l=trakamorim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://trakamorim.blogspot.com/feeds/4824467617184872082/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2011/05/j.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/4824467617184872082'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/4824467617184872082'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2011/05/j.html' title='J.'/><author><name>Trak Amorim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14059994867803734306</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_n-NRfoytPUg/TKuAsP9QijI/AAAAAAAAAAM/47lJARfxvhQ/S220/S6300594+-+C%C3%B3pia.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7812576545062201440.post-975320557690062694</id><published>2011-05-02T19:40:00.000-07:00</published><updated>2011-05-02T19:57:59.581-07:00</updated><title type='text'>Coreografia imaginária para um amor submerso</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Ficou ali parado. Mais uma vez parado. Suas palavras tentavam toda a doçura que talvez todo o seu resto não conseguisse. Chegava ainda com assombro, sem nenhuma lucidez. Parecia febril. Mas não eram febris e ridiculas todas as cartas empoeiradas de paixão? Não é assim que as coisas acontecem no meio das pessoas comuns? As paixões chegam, se instalam e viram aquela ferida pulsante chamada amor? Mas era submerso. Era. Nunca viria a ser. Tinha as malas prontas pra ser extraditado. Aquele sentimento do tamanho de um grão, estava no lugar errado, enterrado no olho, mas ainda não causava coçeiras. E nem causaria, mas olha que mentira. Ela já havia se instalado nele de alguma forma. Como? Quando quieto a imagem dela saiu de seus dedos e adormeceu num pedaço de papel, ele soube que poderia ser de verdade. Porque tudo que amava adormecia em folhas de papel, assim sem aviso. Seus dedos não pensavam, apenas colocavam pra fora. E olhe ali. Seus olhos de menina. Riu. E ficou parado, contemplando a imagem. Em silêncio guardou o desenho na gaveta e saiu. Tomou um pouco de ar. Mas nada vinha ao seu coração, era apenas um grão que uma vez no papel, estava morto. E ao mesmo tempo tão vivo. Apenas abortado pra um momento de solidão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As paixões natimortas são assim. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Abriu uma garrafa dágua. Estava um dia frio. Mas queria sentir frio. A água descia gelada. Sentiu os pêlos da sua nuca se arrepiarem. Dentro de si algo submergia docemente. E acentava no fundo do seu corpo, como sedimentos num rio muito turbulento.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7812576545062201440-975320557690062694?l=trakamorim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://trakamorim.blogspot.com/feeds/975320557690062694/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2011/05/coreografia-imaginaria-para-um-amor.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/975320557690062694'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/975320557690062694'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2011/05/coreografia-imaginaria-para-um-amor.html' title='Coreografia imaginária para um amor submerso'/><author><name>Trak Amorim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14059994867803734306</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_n-NRfoytPUg/TKuAsP9QijI/AAAAAAAAAAM/47lJARfxvhQ/S220/S6300594+-+C%C3%B3pia.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7812576545062201440.post-2066999870355582646</id><published>2011-05-01T17:36:00.000-07:00</published><updated>2011-05-01T19:43:22.997-07:00</updated><title type='text'>Uma lacuna muito, mas muito pequena e fria da noite</title><content type='html'>Passou assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Dia. Noite. Dia. Noite. Dia. Noite.Dia. Na progressão das horas e eram quase cinco. Aquele gosto de sono misturado com uma pitada de azedo. Amanheceu tarde olhando o céu que se abria num azul opaco. Azul opala. Pegou o metrô e dormiu. Desceu na estação errada e teve que ficar ali. Em pé. Rezando pro sono não o dominar mais uma vez. Sentia-se pesado e odiava isso. Gostava de beber a noite. Ficar ali com seus cubos de gelo. Mas a noite é feita de corpos. E os corpos que estavam ao seu redor estavam vagabundos. E teve então aquela sensação de ser demais pra estar ali. Bebeu cerveja. Ele ODIAVA cerveja. Mas era o que havia restado, além dos três reais contados pra voltar pra casa. Um bom conhaque sairia caro. E ninguém ali ia lhe pagar um. Sentia o sono esmurrando as lacunas do seu corpo. Odiava a ressaca quase mais que a cerveja. O dia passou receoso e cheio de amnésias.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7812576545062201440-2066999870355582646?l=trakamorim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://trakamorim.blogspot.com/feeds/2066999870355582646/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2011/05/uma-lacuna-muito-mas-muito-pequena-e.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/2066999870355582646'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/2066999870355582646'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2011/05/uma-lacuna-muito-mas-muito-pequena-e.html' title='Uma lacuna muito, mas muito pequena e fria da noite'/><author><name>Trak Amorim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14059994867803734306</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_n-NRfoytPUg/TKuAsP9QijI/AAAAAAAAAAM/47lJARfxvhQ/S220/S6300594+-+C%C3%B3pia.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7812576545062201440.post-7842785487697448649</id><published>2011-05-01T11:25:00.000-07:00</published><updated>2011-05-01T11:56:02.041-07:00</updated><title type='text'>Um fragmento da ossatura de um homem particular</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Dissipou as nuvens que pendiam sobre seus olhos. Ficou inerte no calor do abraço que não se remontava. Uma palavra e nada era a mesma coisa. Estava tão quieto, interno, mas algo vazou. Pelas frestas dos seus dedos algumas coisas vazaram e chegaram nela como um assombro. "Posso pousar a cabeça no seu ombro?" " Não confunda as coisas, sério." Ai, ele perdeu o fio da história, pelo tom da voz sabia que tinha feito algo, mas puxando os fatos não se lembrava do excesso. Ficou amuado. Podia ser agressivo. Mas defensivo como sempre, se enrolou em três ou quatro piadas num claro sinal de " não adianta falar disso", por mais que o falar fosse necessário pra calar as perguntas dentro de si. Mas o que mais o deixou abismado é que ela não o levou a sério desde o primeiro dia. E só hoje, assim por acaso, ele teve claro e declarado. Fazia sol. Pensava num whisky com no máximo uma pedra de gelo. Ficou lá vendo as nuvens passarem por dentro dos seus olhos. Não que houvesse raiva ou algo assim, mas pelo estranhamento. O ataque inesperado da sua carência por uma força oculta que eram os olhos dela incisivos sobre os dele, que de tanto não saber o que fazer queriam fugir e se transformar em qualquer coisa que estivesse longe daquele contexto.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Uma simples pergunta desenrola um novelo. Descamba num texto. É sério que você não sabia que eu te queria de um jeito tão simples? E é sério que você não percebeu que perto de você não sou eu, é apenas um carinho que fica? E que diante da impossibilidade, não fica ferida? Fica apenas assim, mão aberta pra te tocar sem cinismo?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ele não é direto. Ele não sabe dançar reto. Ele mal sabe dançar. Ficou assim pensando em jeitos de não misturar sal com açúcar. De não ficar sem par. Apertar. Mas que estranho. Pensou mais um pouco, e não sossegou o miolo, ele não havia feito nada de excesso, além de estar perto e dos seus silêncios habituais, normais quando algo o incomodava ou quando se sentia fora do lugar. E geralmente se sentia fora do lugar. Assim, sem par. Ele realmente, não é um homem direto. Ficou assim parado. Medindo o quanto da sua alma vazava pelo espaço e tentando achar o buraco. Queria fazer um remendo, pra que o que existia dentro dele não saísse assim sem aviso e entregasse seus segredos pra qualquer um que estivesse perto. Na mesma distância de um beijo ou um aperto de mão. Bem, na verdade, ele era um perdido. Fica deslocado entre as pessoas e só se sentia confortável no meio dos bichos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas é sério que você não tinha percebido que esse jeito todo tosco envolvia um pedido tímido? Que nem era pedido, era mais um " olha esse sentimento existe tá? mas ele vai ficar aqui, fazendo nada, enquanto faz as malas pra uma hora ir embora" E agora eu fico querendo explicar, porque eu adoro explicar, eu preciso me explicar pra mim mesmo. O que não deixa de ser engraçado. Mas se eu explico eu complico mais. Porque não tem nada pra ser explicado. Você tem um par, eu tenho sapatos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Me explica quando eu confundi? Pra eu poder te explicar se era ou não? &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ele tinha "sindrome de pequeno principe" cativava então cuidava. E se gostava cuidava mais, e chegava até a baixar e guarda e se deixava carinhoso como um gato se gostava mesmo. Era assim zeloso com todas as coisas que amava, mesmo que gostasse e muito do personagem mal encarado que só reclama e não gosta de nada. Quando dizia "você é uma anta as vezes" era quase um " você sabe que eu te adoro, não precisa de confete, te trato mal pra você não se afeiçoar a mim" Tinha tristeza de sobra pelas perdas. Sabia de perdas. Vivia de perdas. Ontem mesmo, perdeu 40 reais. Mas era assim confuso. E não era ao mesmo tempo. Perdido. Diluído. Diluía como tinta suas intenções entre as frases. Como se exercitasse uma coreografia imaginária para um amor submerso. Nome bonito pra um poema. Quem sabe? qual tema? Tema? tenha medo não.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ele era só um homem estranho e particular.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7812576545062201440-7842785487697448649?l=trakamorim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://trakamorim.blogspot.com/feeds/7842785487697448649/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2011/05/um-fragmento-da-ossatura-de-um-homem.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/7842785487697448649'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/7842785487697448649'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2011/05/um-fragmento-da-ossatura-de-um-homem.html' title='Um fragmento da ossatura de um homem particular'/><author><name>Trak Amorim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14059994867803734306</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_n-NRfoytPUg/TKuAsP9QijI/AAAAAAAAAAM/47lJARfxvhQ/S220/S6300594+-+C%C3%B3pia.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7812576545062201440.post-1794769151079212055</id><published>2011-04-11T15:02:00.000-07:00</published><updated>2011-04-11T15:15:35.431-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>(am) ando. (grit)ando. (cham)ando. (jog)ando. (sonh)ando deitar fora muitas coisas que não fazem mais sentido que já não faziam há muito. Ando qualquer coisa&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7812576545062201440-1794769151079212055?l=trakamorim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://trakamorim.blogspot.com/feeds/1794769151079212055/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2011/04/am-ando.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/1794769151079212055'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/1794769151079212055'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2011/04/am-ando.html' title=''/><author><name>Trak Amorim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14059994867803734306</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_n-NRfoytPUg/TKuAsP9QijI/AAAAAAAAAAM/47lJARfxvhQ/S220/S6300594+-+C%C3%B3pia.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7812576545062201440.post-4281425639189452663</id><published>2011-04-04T12:32:00.000-07:00</published><updated>2011-04-04T12:42:18.025-07:00</updated><title type='text'>L</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Braços abertos &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;imensos abraços no espaço &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;alonga&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;retorna &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;respira &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;imediato enlace de dedos &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;nos vazios do espinhaço &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Braços em riste &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;singrando a avenida &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;nos faróis &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;minhas pupilas&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;em longos silêncios&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;murmúrios autênticos &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;desejinho rasteiro &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;entre as sombras dos seus pés &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;sorriso brejeiro riso altivo vivo &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;certeiro &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;fica nos seus olhos um amor &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;autêntico &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;por toda a expansão do seu corpo &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;macio&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7812576545062201440-4281425639189452663?l=trakamorim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://trakamorim.blogspot.com/feeds/4281425639189452663/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2011/04/l.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/4281425639189452663'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/4281425639189452663'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2011/04/l.html' title='L'/><author><name>Trak Amorim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14059994867803734306</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_n-NRfoytPUg/TKuAsP9QijI/AAAAAAAAAAM/47lJARfxvhQ/S220/S6300594+-+C%C3%B3pia.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7812576545062201440.post-5533045549355644396</id><published>2011-04-04T12:13:00.000-07:00</published><updated>2011-04-12T19:51:48.392-07:00</updated><title type='text'>Dois dedos de água no conhaque</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Realmente não é nada. Assim de novo, nada. Restrinjo minha busca a um nome. Um movimento constante. Um suar de cabelos na testa, numa alegria infinita de tanto mover. Como se ali, no ato de mover, a vida em si acabasse, retornasse e tudo mais. Apenas ali, naquele olhar risonho. Ali. Um encanto, envolvente. Mãos. Braços. Pernas. Sementes de desejo jogadas em espiral por aí.. Tão natural quando a força das batatas e o incêndio que causa ao sorrir.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Me confesso. Me livro mesmo, das páginas um pouco escritas na goela. Toda e qualquer irrealidade me deixa. Fico um tanto vazia, mas já é comum, mas me faz bem. Se não se importa, talvez suma você também. Assim, sem raiva, minha imaginação, vai logo tirar férias um pouco. Deixa um quadro negro respirar o ar da noite. Fico assim. Vai chover. Vou ao teatro, me confesso mais um pouco, deixo minar, mas não é nada. Não é nada realmente, podia ser, se eu alimentasse. Mas com todo o cuidado, aprendi a não alimentar muito meus monstros. E no dia da mentira, contei algumas verdades. Escolhi o dia que ninguém acreditaria pra expor as artérias ao vento. Chove. Chove. Faz frio. Eu gosto de cachecóis, mas me dão uma alergia danada. Mas fica bonito. Como esse monte de palavras. Que bem no fundo já não querem dizer nada, porque tudo isso está passado, de passagem, de leve, me leve, você sabe o resto do verso. Você deve se lembrar de alguma parte dele, porque eu já me esqueci dele inteiro. É abril. Ainda tem um mês inteiro de limpeza. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Cansei um pouco de jogar com coisas inúmeras e adicionar palavras a minha boca já tão cheia, o silêncio pode ser providencial. Eu quero ir embora. Me deixa ir? Me ajuda a ir embora? De vez. Pra sempre dessa mesmice? Me deixa ir assim como esse seu movimento, mas tem vários "vocês" misturados aqui dentro, desse liquidificador, triturador de todas as coisas. Mas esse triturar a dor não dura muito, ela passa, deita dorme na minha cama, depois sobe aos meus olhos em momentos de descuido. Afio minha língua pra quem é doce demais e não pode me entender. Foda-se, não tô afim de ser doce. Quem quiser entender essa coisa toda aqui, que entenda, que suje um pouco as mãos na minha tinta, carmim. Azeda. Amarga. Vai chover. O amor me pegou, me pega constantemente, feito gripe. Mas não sou a única a balançar na gangorra.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7812576545062201440-5533045549355644396?l=trakamorim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://trakamorim.blogspot.com/feeds/5533045549355644396/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2011/04/dois-dedos-de-agua-no-conhaque.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/5533045549355644396'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/5533045549355644396'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2011/04/dois-dedos-de-agua-no-conhaque.html' title='Dois dedos de água no conhaque'/><author><name>Trak Amorim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14059994867803734306</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_n-NRfoytPUg/TKuAsP9QijI/AAAAAAAAAAM/47lJARfxvhQ/S220/S6300594+-+C%C3%B3pia.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7812576545062201440.post-1505870747026032538</id><published>2011-02-28T14:29:00.001-08:00</published><updated>2011-02-28T14:45:23.166-08:00</updated><title type='text'>Uma segunda um número menor que o dia</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Desconforto. Essa chuva que não para. O meu corpo que adormece. O esquecimento que se aconchega nos meus espaços. Ia dizer qualquer coisa de inútil. E fica assim só um desosso. Uma coisa trêmula que não consegue sair, zarpar e ganhar o mar, fica dando voltas dentro de mim, não não é nenhuma dor, nem nada que rime. É um pedaço do tempo dando voltas na minha garganta, trazendo em si uma irritação. E essa chuva que não para. Acesso toda a minha coleção de músicas de chuva, Galaxie 500, Smiths, Elliott, Portishead e por ai vai. Deixo essa coisa se abater sobre o corpo e a voz e fico inerte esperando que saia. Sacudir não adianta muito. Nunca adiantou muito.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E eu quase não penso em nada, fico exclusivamente olhando pros meus rabiscos, cheirando minhas paredes mofadas e pensando em Caio F. Morangos mofados. Parede verde. Sentada no chão, no cúmulo do desconforto, porque o chão tá cheio d'agua, me sinto numa ilhada, isolada de mim mesma por quilometros de distância. Longe até de qualquer saudade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7812576545062201440-1505870747026032538?l=trakamorim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://trakamorim.blogspot.com/feeds/1505870747026032538/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2011/02/uma-segunda-um-numero-menor-que-o-dia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/1505870747026032538'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/1505870747026032538'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2011/02/uma-segunda-um-numero-menor-que-o-dia.html' title='Uma segunda um número menor que o dia'/><author><name>Trak Amorim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14059994867803734306</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_n-NRfoytPUg/TKuAsP9QijI/AAAAAAAAAAM/47lJARfxvhQ/S220/S6300594+-+C%C3%B3pia.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7812576545062201440.post-7601317888089453609</id><published>2011-02-23T14:30:00.000-08:00</published><updated>2011-02-23T14:58:44.541-08:00</updated><title type='text'>Se e Quando</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Me causa efeitos entorpecentes. A menor tristeza sua me vejo enrolada em seus cabelos, ardendo de doçura enxugando suas lágrimas com meus beiços. Me vejo na escrita de palavras que não deveriam sair de mim, mas que pulsam sem me causar dor, apenas saem. E vem você me dizer que é lenga lenga esse meu sentir. Que esse desconforto que me faz esmurrar paredes, essa vontade de abandonar ao relento e na distância esse nosso nós é bobagem. Talvez seja cobrança excessiva minha, mas a idéia de um guardanapo me passa pela cabeça e me silencia. Deixa estar, canso de pensar, mas sentir é coisa incontrolável. E sinto à beira da loucura, com excessivo comedimento e com eterna beleza e amor. Porque quando digo que amo, querida, não é apenas por dizer. É pulso. Sangue. Eternidade.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7812576545062201440-7601317888089453609?l=trakamorim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://trakamorim.blogspot.com/feeds/7601317888089453609/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2011/02/se-e-quando.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/7601317888089453609'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/7601317888089453609'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2011/02/se-e-quando.html' title='Se e Quando'/><author><name>Trak Amorim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14059994867803734306</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_n-NRfoytPUg/TKuAsP9QijI/AAAAAAAAAAM/47lJARfxvhQ/S220/S6300594+-+C%C3%B3pia.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7812576545062201440.post-4309631353086481380</id><published>2011-02-17T16:59:00.000-08:00</published><updated>2011-02-17T18:36:39.911-08:00</updated><title type='text'>Delírios</title><content type='html'>Tenho gosto pelas coisas impossíveis.&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ah, tenho, tenho sim, pelas coisas invisíveis, até pelos ácaros dançando no ar. Essas coisas aparentemente estúpidas ( e que no fundo talvez sejam mesmo) tenho-as todas no meu bolso. Ao lado de poemas queridos e fragmentos de memórias e de copos roubados displicentemente de bares pé sujo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tenho sabor de estupidez nos lábios e presos entre os dentes alguns farrapos de palavras, coisas que não valem muito ser ditas, mas que eu palito e repalito num reboliço de coceira na língua. Ai fica esse vai não vai, chove mas não molha, inunda, a boca de saliva. E fica uma pequena gota de obsessão pingando pela ponta do lábio grosso.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Madeleine me abraça loucamente, carcomendo as frinchas do meu corpo, só não o faz líquido, porque ele escorre natualmente de tão louco, de tão habituado à loucura. É, tenho gosto pelas coisas mais imprecisas , conhaque sem gelo num dia de sol. Heineken no meio do cinema. Contos de amor improvisados sobre olhares fragéis. Faz parte da minha partitura. Vá lá saber.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Gotas de chuva morrendo no vidro e eu com uma vontade besta de desenhar rostos no meio da tempestade.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7812576545062201440-4309631353086481380?l=trakamorim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://trakamorim.blogspot.com/feeds/4309631353086481380/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2011/02/delirios.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/4309631353086481380'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/4309631353086481380'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2011/02/delirios.html' title='Delírios'/><author><name>Trak Amorim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14059994867803734306</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_n-NRfoytPUg/TKuAsP9QijI/AAAAAAAAAAM/47lJARfxvhQ/S220/S6300594+-+C%C3%B3pia.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7812576545062201440.post-1215822985449219128</id><published>2011-02-16T09:23:00.000-08:00</published><updated>2011-02-16T10:42:42.543-08:00</updated><title type='text'>Quando a chuva cai o relógio mostra seus ponteiros escorregadios</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Chove. Chove pra caramba. Imagino os bueiros estourando em cachoeiras desonestas e sujas. Tampas voando como OVNIs sobre a cidade inundada. Mas nada do que penso agora tem a ver com o mundo aí fora. Parece que é só um reflexo, uma tapeação na verdade, pra refrear essa ânsia de entender seu mundo. Você nunca tem tempo, sempre tem seus silêncios. Respeito suas ausências. Mas é sempre ou parece sempre tão unilateral. Tenho me mantido aqui, no meu canto, quando quer, resmunga uma palavra meio doce, mas é sempre por pouco tempo. Alguma coisa não se encaixa. E não tenho intenção de me tornar a base de um dos seus personagens. Dos seus neuróticos e castigados personagens que ficam criando chagas na alma e definhando aos prantos e bêbados na sua porta, na ponta dos seus dedos. Mas o fato é: você nunca tem tempo, ou nunca quer ter tempo pra mim. Um dia você me disse que tinha medo. E pelo jeito deve ser isso. De alguma forma eu não pareço uma criatura acolhedora, mas assim como você, não sou. Apenas quando quero. E tenho perdido a vontade, ficando assim, reparando nos seus detalhes. E vendo a sua vida passando ao longe. Que não faço parte do seu círculo, bem sei, mas imaginava que houvesse uma linha, alguma coisa, mas bem, isso temos: trabalhamos bem. É isso, pensamos bem em coisas objetivas e por alguns instantes nas subjetivas. Mas é isso. Não sei como definir. E já me cansei de tentar. De achar brechas. Desde o início fui sempre eu que abri caminho nas suas negativas, nas suas durezas. Acho que meus braços doem. sabe? ficaram dormentes, porque enquanto eu abro caminho entre pedras, do alto você janta com seu círculo. E você nunca tem tempo. Pessoas realmente são estranhas. Mas deixo isso pra lá. Bastava sair de mim, pra não intoxicar meus olhos, ossos e língua.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Toda vez que alguém me pergunta: " você está bem?" forçosamente respondo, mesmo tendo na mente o maior dos agouros " melhor impossível". E pensando em detalhes, ando perdendo instintos....&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7812576545062201440-1215822985449219128?l=trakamorim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://trakamorim.blogspot.com/feeds/1215822985449219128/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2011/02/quando-chuva-cai-o-relogio-mostra-seus.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/1215822985449219128'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/1215822985449219128'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2011/02/quando-chuva-cai-o-relogio-mostra-seus.html' title='Quando a chuva cai o relógio mostra seus ponteiros escorregadios'/><author><name>Trak Amorim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14059994867803734306</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_n-NRfoytPUg/TKuAsP9QijI/AAAAAAAAAAM/47lJARfxvhQ/S220/S6300594+-+C%C3%B3pia.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7812576545062201440.post-506567978300194478</id><published>2011-02-11T16:33:00.000-08:00</published><updated>2011-02-11T16:48:08.500-08:00</updated><title type='text'>.</title><content type='html'>Como bolo gelado.&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;E o esforço parece cada vez mais inútil. Parece que algumas coisas não mudam por mais que o tempo passe, você leia coisas e o corpo caia. A porra do açúcar gruda nas minhas veias, me intoxica, acabou o conhaque. E hoje no meio da tarde pensei em você e meu corpo ficou líquido. Aquele mormaço seu leve e tenso ficou num sonho asqueroso. Porque toda a possibilidade nula é asquerosa e eu não suporto ficar ouvindo aquela balela toda o tempo inteiro como um mantra. O açúcar gruda nos dedos palpebras e tudo mais. Eu sei. EU SEI. Mas no fundo bem lá no fundinho eu segredo coisas. MAS FODA-SE. Como bolo até estourar a tampa.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7812576545062201440-506567978300194478?l=trakamorim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://trakamorim.blogspot.com/feeds/506567978300194478/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2011/02/blog-post.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/506567978300194478'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/506567978300194478'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2011/02/blog-post.html' title='.'/><author><name>Trak Amorim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14059994867803734306</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_n-NRfoytPUg/TKuAsP9QijI/AAAAAAAAAAM/47lJARfxvhQ/S220/S6300594+-+C%C3%B3pia.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7812576545062201440.post-8618307838211191354</id><published>2011-02-10T14:28:00.000-08:00</published><updated>2011-02-10T15:10:50.868-08:00</updated><title type='text'>Dois copos por favor</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Você se parece muito com Bukowski, mesmo. Lendo vejo-a escondida ali. No jeito roubem minhas mulheres, mas não meu uisque. Na cisma, do deixem meu corpo quieto aqui no mofo. Quero ficar quieta aqui escrevendo. Dramaturgando. Tem muito da sua linha naquela linha. E o meu ano novo ficaria insosso sem a sua presença alcoólica, no calor dos seus abraços rasteiros e até mesmo na sua doçura tardia em rever meus amúos. Ficaria tardes inteiras apenas assim, dedicada aos seus braços, meramente perto, sem a necessidade imposta de trocar palavras e rachar nosso silêncio tão prazeroso. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas desconfio que é amor demais pra esses tempos tão cinzas, esses espaços tão internos e fundos. Essa coisa nossa, que eu não sei se é nossa, porque eu não sei o que é seu e o que é meu, e o quanto disso vai ficar pra eternidade das estrelas. Não que isso seja preocupação primordial ( o ser defitivo, o estar para sempre) mas é coisa que fica mareando pra lá e pra cá entre as noites, nossas pequenas declarações ( quando algo faz nó) e nossos copos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Penso, entre essas modas e romances travestidos, amizades infiltradas de sentimentos intensos que a melhor saída de todas é sempre o silêncio, o calar e deixar serenar todas as preocupações e só de leve borrifar um impropério pra garantir uma discussão que calamitosamente nos permita amar juntas e sempre mais e sempre menos, pra evitar o desgaste e o estouro. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ainda assim gosto e muito do papel coadjuvante que desempenho nas novelas diárias.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Olhe só, começou com pensar em você, enredou por nós e degringolou no pensar no mundo assim indiscretamente e sem aviso.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7812576545062201440-8618307838211191354?l=trakamorim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://trakamorim.blogspot.com/feeds/8618307838211191354/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2011/02/dois-copos-por-favor.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/8618307838211191354'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/8618307838211191354'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2011/02/dois-copos-por-favor.html' title='Dois copos por favor'/><author><name>Trak Amorim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14059994867803734306</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_n-NRfoytPUg/TKuAsP9QijI/AAAAAAAAAAM/47lJARfxvhQ/S220/S6300594+-+C%C3%B3pia.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7812576545062201440.post-1688030810392368823</id><published>2011-02-08T17:23:00.000-08:00</published><updated>2011-02-08T18:00:34.927-08:00</updated><title type='text'>E...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;É como uma esclerose. Uma pontada. A espera é como um soco no meio da boca. Esperado. Inesperado. Sangrante. Sem pontos. Não dá tempo. Quando vê já foi, nem chegou. É simples assim. Fico contando carneirinhos, decaptando carneirinhos, querendo apenas a queda desse tempo infernal sobre as minhas omoplatas de uma vez. Essa palidez que os dias tem me adornado. A falta de senso. Estético, prático. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu só tenha mais vinte e nove minutos ( pra menos) de irresponsabilidade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E daí? POIS É. GRANDE DROGA. Me jogo certeira na vitrine da loja esperando ver um sorriso que eu não vejo, os bonecos nunca sorriem. O fluxo da cidade condenada transpassa minhas órbitas febris enquanto eu rasgo pedaços de passado e de palavras doces (doces?!) de uma paixão qualquer que ficou condenada dentro de uma agenda. Essa mania de guardar agendas de anos mortos, com bilhetes, convites, ingressos, regressos. Vai tudo pro saco literalmente, pro saco de lixo preto. De repente leio " quadrilatero moscovita" e aquele naquele instante era o pior momento. Mas nós eramos tão jovens, tão felizes, acreditavamos que fazendo o INVERSO, o verso, tornariamos o mundo mais potável. MAs olha que coisa, fomos separados de nós mesmos pelos nossos braços agora ausentes. GRANDE BALELA. Ainda dá tempo. Eu tenho ainda uns bons vinte e cinco minutos, tempo de sobra pra concatenar desgraças e sonhos abortados por trás do espelho...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Será que haverá revolta pela minha sede de morte?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por que é uma sede. De morte. Dessas coisas velhas. Dessas cascas, feridas, fendas, estios, dessas coisas estremecidas que se tornam flácidas e depois se tornam líquidas e depois se tornam nada. Nada. Ficam assim vazias inexistentes. Apetrechos de cozinha inúteis, como aqueles cortadores de bolo que ninguém usa quando deveria ou pegadores de macarrão. Quinze minutos!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E você estará enrolada em lençóis, pensando em C, D, S e A? Nas suas paixões e resgates e enroscos e gozos? E, será? Será que sobrou alguma coisa ai pra mim? Ou será que já comeram tudo e lavaram os pratos? Boa pergunta. Pra depois. Pra jamais. Quem se importa. É só o tédio aflito se movendo da ponta dos dedos para a ponta dos dentes. Ou vice-versa. Verso triste eram os meus na data dos vinte. E agora olhando mesmo, eu passo muito tempo não sendo parte da vida do mundo. Sempre assim na superfície da passagem, concertando os braços, pernas, ombros, guelras, seios, pernas, coxas, bocas, brâquias , pêlos das pessoas que me cercam. E sempre em mim fica um funil. Dez minutos pro fim do mundo. Do tempo raro. Do tempo de ouro. Começa o outono, mas está tão quente e cá aqui dentro eu não sinto mesmo muita coisa. Eu acho. Nunca sei. Sempre é farsa. Sempre acho que é farsa. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vai mudar. Assim sem aviso, agora. Ainda faltam dez minutos que se arrastam como os condenados de Hugo ou as masturbações de ciganos de Genet. E assim tão perto quase dá pra tocar com a mão. Aquele céu intenso de veludo, quase musgo enxertando nas mãos pontas duplas de estrela. Assim claro e diabólico, porque essa coisa de amor tem algo de diabólico. Tá tudo misturado no fluxo, amor, sexo, paixão ódio inveja sonho conhaque esquizofrênia sangue e mijo..&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;cinco...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Silêncio&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;feliz ano novo... bem baixinho... ( mas é agora o que eu faço com isso?)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7812576545062201440-1688030810392368823?l=trakamorim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://trakamorim.blogspot.com/feeds/1688030810392368823/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2011/02/e.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/1688030810392368823'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/1688030810392368823'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2011/02/e.html' title='E...'/><author><name>Trak Amorim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14059994867803734306</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_n-NRfoytPUg/TKuAsP9QijI/AAAAAAAAAAM/47lJARfxvhQ/S220/S6300594+-+C%C3%B3pia.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7812576545062201440.post-8093772113893665975</id><published>2011-01-31T16:56:00.000-08:00</published><updated>2011-01-31T17:19:45.312-08:00</updated><title type='text'>Nó</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Penso de leve, ainda com jeito de ressaca. Meu cérebro se desligou pra evitar que eu me matasse. Porque de alguma forma eu tenho tentado me matar aos poucos. Bem em fartas doses, em pequenos suicídios. E sei lá, aparece como fantasma , um delírio o seu nome na minha língua. Mas no minuto seguinte já não lembro. Já não é coisa alguma. E fica apenas esse nó dolorido dentro do corpo. E uma saudade esquisita fica dando voltas dentro dos meus pensamentos. Mas eu não sei do que nem de quem. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7812576545062201440-8093772113893665975?l=trakamorim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://trakamorim.blogspot.com/feeds/8093772113893665975/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2011/01/no.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/8093772113893665975'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/8093772113893665975'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2011/01/no.html' title='Nó'/><author><name>Trak Amorim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14059994867803734306</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_n-NRfoytPUg/TKuAsP9QijI/AAAAAAAAAAM/47lJARfxvhQ/S220/S6300594+-+C%C3%B3pia.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7812576545062201440.post-7056313460089885008</id><published>2011-01-23T16:08:00.000-08:00</published><updated>2011-01-23T16:44:00.889-08:00</updated><title type='text'>Durante o temporal, meu peito se arromba cismado</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Pensou que se ouvesse um Deus ele seria com certeza desocupado. Como ele pode ser tão desonesto a ponto de fazer isso? Deixar que dentre as minhas frestas passasse tanto desarranjo. Das paredes do quarto jorros seminais e aquáticos estirparam meus risos convulsos com Genet. Interrompeu nossos beijos assim sem cerimônia nenhuma. Pra minha tristeza, senti-me num barracão desalmado feito de plásticos e restos de propagandas infames. Meus livros, partes ternas de minha alma morrem e se umedecem em lágrimas, enquanto jorros medonhos os levam pra longe. O quarto quase desabado em água. Dentro de mim uma raiva constante, uma falta de fome, pedaços de sensação desmoranadas como pedaços de gesso do teto no chão. Em meio a água. Pedaços daquela sensação de horror. E até parou de pensar nas coisas mundanas, seus livros boiando chorosos no meio da tempestade e seu teto desabado preenchiam-no de uma raiva e uma tristeza maior que qualquer amante. Esmurrava os armários na impossibilidade do choro. Os demais inquilinos ouviam com revolta os murros surdos. E na impossibilidade de salvar a alma sacou de uma sacola uma garrafa de Domecq e sentada numa cadeira velha com os pés enfiados na charneca improvisada e particular continuo lendo Genet, enquanto esse pingava solidamente sobre seu colo. E de tão amuado e contido nem se incomodou com tudo que lhe enchia a testa de cisma, a Tv alta do vizinho surdo, os latidos do cão vira lata... triste e marginal como seu livro úmido.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7812576545062201440-7056313460089885008?l=trakamorim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://trakamorim.blogspot.com/feeds/7056313460089885008/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2011/01/durante-o-temporal-meu-peito-se-arromba.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/7056313460089885008'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/7056313460089885008'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2011/01/durante-o-temporal-meu-peito-se-arromba.html' title='Durante o temporal, meu peito se arromba cismado'/><author><name>Trak Amorim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14059994867803734306</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_n-NRfoytPUg/TKuAsP9QijI/AAAAAAAAAAM/47lJARfxvhQ/S220/S6300594+-+C%C3%B3pia.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7812576545062201440.post-3022435258034239589</id><published>2011-01-22T15:59:00.000-08:00</published><updated>2011-01-22T16:15:27.913-08:00</updated><title type='text'>é, mais ou menos, quase isso...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Às vezes quando você diz " saudades" eu acredito, por um minuto inteiro quase. Mas, só fala quando chamo, quando minha boca singra o espaço na busca do ar. Quando de alguma forma indico que sinto. Por sua conta mesmo, descreio. Por sua vontade voltariamos ao início, estranhos margeando a  rua sem razão de olhar pros lados. Às vezes quando digo saudades, é porque já me apertou de tal forma e tanto que quase já havia esquecido da sua existência, era mais ponto cravado no peito. Farpa. Você tornou-se cólera. Um estado de demência. E ainda assim, entristeço de leve, quando o tempo anda e permaneço na esquina olhando você ir embora.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7812576545062201440-3022435258034239589?l=trakamorim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://trakamorim.blogspot.com/feeds/3022435258034239589/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2011/01/e-mais-ou-menos-quase-isso.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/3022435258034239589'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/3022435258034239589'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2011/01/e-mais-ou-menos-quase-isso.html' title='é, mais ou menos, quase isso...'/><author><name>Trak Amorim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14059994867803734306</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_n-NRfoytPUg/TKuAsP9QijI/AAAAAAAAAAM/47lJARfxvhQ/S220/S6300594+-+C%C3%B3pia.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7812576545062201440.post-7097337980346304261</id><published>2011-01-10T17:59:00.000-08:00</published><updated>2011-01-10T18:18:41.811-08:00</updated><title type='text'>Das tardes mornas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;É quase um modo de arrancar de mim algum grunhido entende, é muito próximo do coração selvagem. Parece que eu não existo. Queria poder explodir, fazer escorrer pela ponta dos dedos, mas eu simplesmente não existo. Ou não quero. Faço tudo pra me apagar. Deixo que as paixões se cansem e morram. Deixo que elas pranteiem sobre os próprios dentes enegrecidos e arrancados. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Deixo meu coração cansado de cismas ficar intoxicado, enjoado de tudo que há nele, permito que vomite sobre o piso, mas não nos copos. Nunca nos copos. Nem mais nos corpos. Olho pra tudo com aquele olhar de quem dorme demais, de quem cansa com o mormaço do dia. Tiro as gavetas do lugar, deixo tudo bagunçado. Abro a saliva e deixo ela estancada num vidro só. E no fim da chuva fico no vidro com ares de sonho. Pensando se admitir certa saudade já é um passo pra esquece-la. Ela, a saudade. Se apunhalar o silêncio com gritos é o o suficiente pra ter forças de não rompê-lo num novo apelo frouxo por uma chama frívola. Ouço Nina Simone. Deixo entorpecer. Lânguida nas palavras de Clarice e na linha bamba de Cristina. As folhas lá fora úmidas de chuva brilham. Os fios de eletricidade se transformam em massas retilíneas no horizonte, apesar da noite o céu é meio laranja. E toda a descrição é apenas um acalanto, um refúgio quase para os pensamentos que não querem adormecer.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A conversa chega num ponto em que o silêncio diz mais, e aquela pergunta não precisa ser feita. A resposta é dada na falta do que falar. E a certeza é tanta que vira raspagem do osso, parece forte, mas é cena. É cena sempre. E essa solidão que consome as horas e enegrece os poros do corpo é mais amiga que fatal. E a mesa continua extensa de desejos. Mas não hoje, ah não, por hoje, o peito é cansado demais. A mornidão dos lençóis não aplaca a sensação intensa de afastamento. De casulo. De perda. O coração vomita. Regurjita. Passo. Piso. Sujo os chinelos. Deixo secar. O verão é quente demais. Uma hora some. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Me desapego. Deixo secar. Vomito. Evito os excessos me excedendo. Contraditória alargo a noite com mãos firmes mais ainda assim pequenas. A sensação fanstasmagórica da madrugada se aproxima e não há copos para enganar o vazio.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7812576545062201440-7097337980346304261?l=trakamorim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://trakamorim.blogspot.com/feeds/7097337980346304261/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2011/01/das-tardes-mornas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/7097337980346304261'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/7097337980346304261'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2011/01/das-tardes-mornas.html' title='Das tardes mornas'/><author><name>Trak Amorim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14059994867803734306</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_n-NRfoytPUg/TKuAsP9QijI/AAAAAAAAAAM/47lJARfxvhQ/S220/S6300594+-+C%C3%B3pia.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7812576545062201440.post-6765344953907740161</id><published>2011-01-07T17:30:00.000-08:00</published><updated>2011-01-07T18:09:53.433-08:00</updated><title type='text'>E era assim quando cruzava a Matias Aires desavisado</title><content type='html'>E era isso.&lt;br /&gt;Simples daquele jeito que sabia tão bem fazer.&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Desceu as escadas e pediu mais uma dose, seu Zé, dono do bar, nem fez caso do fiado, o terceiro ou quarto do mês. Mas olha só, o mês tinha uns oito dias ainda, meio recém nascido. Deixou em cada talagada suave, lenta e doce uma idéia escorrer. Lembrou de todas as coisas que conseguia. O máximo de palavras escorreu na língua sem sair. Pensou direito. Não fazia bem ter raiva assim do esquecimento, porque ele mesmo se esquecia e muito. Nem de criar caso só por tédio. Último gole. Copo vazio. Reluzente ainda daquele fio fraco de cachaça restante. Dava nem pra lambuzar uma linha do dedo. Perdeu 2 segundos olhando o copo. Abriu a vista pra rua. E pra todo o mar de gente que se acotovelava naquele ano recém parido. E mesmo assim, pareceu divertido. Teve mais raiva não e nem saudade. Essa era uma coisa que sentia tanto e que não levava a nada, era esquecido..então uma hora ele ia esquecer, simples assim, como uma conta de telefone ou um frame da infância. Desceu a rua sem pagar a pinga, no final do mês, lá longe dava jeito, se não esquecesse.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7812576545062201440-6765344953907740161?l=trakamorim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://trakamorim.blogspot.com/feeds/6765344953907740161/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2011/01/e-era-assim-quando-cruzava-matias-aires.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/6765344953907740161'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/6765344953907740161'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2011/01/e-era-assim-quando-cruzava-matias-aires.html' title='E era assim quando cruzava a Matias Aires desavisado'/><author><name>Trak Amorim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14059994867803734306</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_n-NRfoytPUg/TKuAsP9QijI/AAAAAAAAAAM/47lJARfxvhQ/S220/S6300594+-+C%C3%B3pia.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7812576545062201440.post-2652538788873822732</id><published>2011-01-03T18:04:00.000-08:00</published><updated>2011-01-03T18:39:49.573-08:00</updated><title type='text'>morangos mofados dentro dos bolsos da calça</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Quando me diz saudades, penso nada. Sente coisa alguma, mas penso assim, com palavras ocres, duras. Fico na metade, e sabe de uma coisa, essas metades, perdidas, espalhadas pelo piso da sala não me convém. Se quer qualquer coisa minha, esteja corpo presente, alma, osso e tremor. Aguente meus abismos, meus desamores, minhas marés e quem sabe assim em algum momento consiga descobrir o que há de silencioso nos meus abraços. E não eu não falo de amor. Falo de qualquer metade estriada e vermelha sendo arrastada como um cadarço velho, eu falo dessas relações meio falidas, condenadas ao fracasso pela falta de entrega.  Se quem quer que seja, e nisso incluo o capeta, deseja cirandar ao meu lado, que fique inteiro e me dê abraços inteiros, palavras que valham, não me venham mais com "saudades" vazias com " eu te amo" cheios de limo, com farsas amadoras. Deixei tudo isso no ano que passou. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Deixei, almejei me livrar desses nacos de pele vazia, desses pesos que só avolumam listas de telefone, mas que dentro de mim pouco ou nada significam. Desculpe, eu não sei brincar. Alço vôo fácil. Deixo a correnteza quebrar minhas pernas e recorro à proteses para andar por toda essa pedreira.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É sem ordem isso, é verborrágico, tento estancar, mas tem dias que isso me corrói, eu nem digo o que ou quem, ficaria repetitivo. Mas essa preocupação me mostrou outros fatos, que se perderam muitos nomes no meio dessa pedreira. Ah, eu deixei tanta coisa mofando...Eu deixei tanta coisa amarelar antes da hora, com essa minha vontade de trazer intenso e próximo na velocidade de um raio. Com essa mania de arrancar ondas onde só existe areia. De tirar no tapa, de mandar no beijo. Ah, deixei tanta coisa estatelada entre os dedos, ficou uma massa que custa a sair. Um cheiro. Um intenso cheiro de mar cinza. Um asfalto preso na goela. Como se a cidade me respirasse. Não tem ordem,não é pra ser nada mesmo. Era só pra tirar daqui e por em algum outro lugar que fosse fora...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7812576545062201440-2652538788873822732?l=trakamorim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://trakamorim.blogspot.com/feeds/2652538788873822732/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2011/01/morangos-mofados-dentro-dos-bolsos-da.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/2652538788873822732'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/2652538788873822732'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2011/01/morangos-mofados-dentro-dos-bolsos-da.html' title='morangos mofados dentro dos bolsos da calça'/><author><name>Trak Amorim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14059994867803734306</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_n-NRfoytPUg/TKuAsP9QijI/AAAAAAAAAAM/47lJARfxvhQ/S220/S6300594+-+C%C3%B3pia.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7812576545062201440.post-6009203459028183664</id><published>2011-01-03T17:27:00.000-08:00</published><updated>2011-01-03T18:00:44.157-08:00</updated><title type='text'>600 km</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Sensação impotente de não poder mudar o seu presente. Sinto lágrimas entre as palavras e nada posso fazer efetivamente, além de dar novas palavras, consolos fragéis, mentiras flácidas sobre um tempo vindouro e calmo. Em algum lugar em mim há um pensamento doce que espera a sua melhora, que essa merda de cidade não te engula mais, não te escarre mais, essa cidade que eu tanto amo e me assemelho, mas que te faz tão mal. Querida, não cuspa tanto asfalto ao sorrir, deixe em mim toda essa dor, esse choro noite adentro. Se longe, querida amiga, ficará inteiro o seu ser, então vá. Jogue pro alto todo esse carrossel de loucuras, comece de novo em algum outro lugar, onde o mar possa te dar bom dia todas as manhãs e o sol fique claro dentro dos seus olhos tão lindos. Ouço Elliott Smith que você tanto gosta, na tentativa de acalmar alguma coisa sua que ficou perdida em mim, entre as nossas conversas, nossos copos cheios. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7812576545062201440-6009203459028183664?l=trakamorim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://trakamorim.blogspot.com/feeds/6009203459028183664/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2011/01/600-km.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/6009203459028183664'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/6009203459028183664'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2011/01/600-km.html' title='600 km'/><author><name>Trak Amorim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14059994867803734306</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_n-NRfoytPUg/TKuAsP9QijI/AAAAAAAAAAM/47lJARfxvhQ/S220/S6300594+-+C%C3%B3pia.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7812576545062201440.post-4088938911160803620</id><published>2010-12-26T18:36:00.000-08:00</published><updated>2010-12-26T19:07:43.065-08:00</updated><title type='text'>Descanso na janela o copo de Cinzano</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Descanso meu amor nas folhas de papel, nas linhas mal talhadas da madeira, nos fios de lápis, nas manchas singulares da aquarela. Descanso tudo que sinto por aqueles lados. Porque você já não me ouve, e sinto que lá por dentro voltamos ao início. E a minha saudade é de uma coisa que quase existiu. Entende? Quase. Porque na minha cabeça louca, se não é intenso e queima beirando a dor não existe. Em mim ardeu, queimou, virou cinza. Dentro de você? Ah não sei. É coisa estranha. Essa maneira estrangulada de gostar de você. E sinto que nos perdemos em algum lugar desse amor não declarado mas gritado e rouco e pouco e muito e fúria e som e penumbra. Alguma coisa em mim martela a sua perda e alguma caneta sua destila "eu te amo" na minha palma, mas ultimamente ando descrente com esse papo de amor. E fico tamborilando no tampo da mesa, esperando alguma outra dose de qualquer outra coisa que me desmanche. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7812576545062201440-4088938911160803620?l=trakamorim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://trakamorim.blogspot.com/feeds/4088938911160803620/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2010/12/descanso-na-janela-o-copo-de-cinzano.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/4088938911160803620'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/4088938911160803620'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2010/12/descanso-na-janela-o-copo-de-cinzano.html' title='Descanso na janela o copo de Cinzano'/><author><name>Trak Amorim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14059994867803734306</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_n-NRfoytPUg/TKuAsP9QijI/AAAAAAAAAAM/47lJARfxvhQ/S220/S6300594+-+C%C3%B3pia.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7812576545062201440.post-7436081254939943247</id><published>2010-12-10T16:46:00.000-08:00</published><updated>2010-12-10T17:23:02.164-08:00</updated><title type='text'>Quando uma palavra vil afasta o outro rosto do meu coração</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Para uma amiga&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não sou obrigada a gostar das pessoas que você gosta, nem de fazer o que você espera. No fundo a gente não se entende. Você defende o seu, eu o meu. No fundo o ano vai acabar prá nós como começou, duas pessoas estranhas que tentaram alguma coisa, algum minímo de humanidade e não conseguiram. Não entre nós. Com o resto do mundo quem sabe. Eu te machuco e te decepciono quando digo XYZ, você se assusta quando eu preciso de mais do que um bom dia via SMS. Eu já disse que estava te perdendo, eu senti. E agora eu sei que é fato. Posso estar errada a respeito disso, como estou sobre muitas coisas. Mas de tão parecidas eu nem sei se essa dor vai desaparecer ou vai se espalhar pelo corpo e virar uma ferida permanente. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Da janela, os pisca-pisca parecem assombrados. E eu não quero dormir com esse tumor latente que é o medo de acordar sem você. Essa é a verdade. Eu não dou o braço a torcer, me nego a dizer que foi tosco, infantil, que alguns sentimentos que me movem são mesquinhos. Que numa sequência de dias te mostrei pinturas vazias e deturpadas da minha alma. Mas também, não vou vilanizar meu coração todo. Entende? Essa coisa que oscila dentro de mim? Entre o vil e o terno? Se é de amor o meu passado e o meu presente pra você, há de entender que também há sentimentos egoistas, porque eu sou de carne e osso. E não transmutei num pássaro, numa gota de chuva, não sou dotada dessa inocência e simplicidade que seria necessária pra não te perder uma vez por semana.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7812576545062201440-7436081254939943247?l=trakamorim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://trakamorim.blogspot.com/feeds/7436081254939943247/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2010/12/quando-uma-palavra-vil-afasta-o-outro.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/7436081254939943247'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/7436081254939943247'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2010/12/quando-uma-palavra-vil-afasta-o-outro.html' title='Quando uma palavra vil afasta o outro rosto do meu coração'/><author><name>Trak Amorim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14059994867803734306</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_n-NRfoytPUg/TKuAsP9QijI/AAAAAAAAAAM/47lJARfxvhQ/S220/S6300594+-+C%C3%B3pia.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7812576545062201440.post-7136510611088882214</id><published>2010-12-06T05:00:00.000-08:00</published><updated>2010-12-06T05:15:28.989-08:00</updated><title type='text'>quando havia tijolos na goela</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Por algumas horas, surtei. Sai de mim. Joguei fora todas as recordações e deletei todas as coisas que me lembrassem de você. De você. E daquele outro você. De todos os "vocês" com nomes tão diferentes que andam circulando minha vida. Apaguei cada resquício terno meu, pra ficar só isso: o surto, o instável. Procuro de todos os modos que vocês me deixem. Não dou brechas mais, para que me amem. Mas gratuitamente e passando por cima dos meus cismos vocês o fazem. (?)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por algumas horas me afoguei num sal que machucava a pele. Fiquei submersa dentro de mim em silêncio, na tentativa de achar o botão de "desliga". Não achei. Sucumbi ao sono doente. Sem pensamentos, sem movimentos. Só o respiro maquinal dos pulmões. E hoje acordei deletando os restos dos nomes do meu telefone. Pra ficar vazio. Mas nunca fica vazio. Aqui dentro nunca fica vazio. Sempre é  uma cena. Desmotivada, mas uma cena. Cheia de entrelinhas flácidas.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7812576545062201440-7136510611088882214?l=trakamorim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://trakamorim.blogspot.com/feeds/7136510611088882214/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2010/12/quando-havia-tijolos-na-goela.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/7136510611088882214'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/7136510611088882214'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2010/12/quando-havia-tijolos-na-goela.html' title='quando havia tijolos na goela'/><author><name>Trak Amorim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14059994867803734306</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_n-NRfoytPUg/TKuAsP9QijI/AAAAAAAAAAM/47lJARfxvhQ/S220/S6300594+-+C%C3%B3pia.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7812576545062201440.post-8813032203577149348</id><published>2010-12-05T17:02:00.000-08:00</published><updated>2010-12-05T17:09:55.934-08:00</updated><title type='text'>Depois da fúria, o desapego</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Me pergunto até onde você me entende... até onde consegue enxergar. Acho que não muito. Quando digo A, você lê D, quando digo DÓI, você diz ÁGUA.. e assim seguimos. Com pequenas feridas e coisas sublinhadas com luz negra. Com olhares cheios de quinquilharias. Com réstias de silêncio caindo pelas pontas do cabelo. E assim vamos. E assim vou. Nem sei o que se passa, não tento mais entender. MEntiRA. Tento entender o tempo todo. Meu excesso, loucura e prazer estão nisso: no entender. No ter controle por entender.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E eu fico esperando que algo seja dito e olha lá, o silêncio passando com um copo de conhaque. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Me pergunto até que ponto isso é real? Até quando eu vou ficar nessa superfície pensando que o tempo é relativo, quando na verdade ele é hiperativo e estúpido.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ah tá, tu nem tem nada com isso...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7812576545062201440-8813032203577149348?l=trakamorim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://trakamorim.blogspot.com/feeds/8813032203577149348/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2010/12/depois-da-furia-o-desapego.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/8813032203577149348'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/8813032203577149348'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2010/12/depois-da-furia-o-desapego.html' title='Depois da fúria, o desapego'/><author><name>Trak Amorim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14059994867803734306</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_n-NRfoytPUg/TKuAsP9QijI/AAAAAAAAAAM/47lJARfxvhQ/S220/S6300594+-+C%C3%B3pia.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7812576545062201440.post-782288161802509553</id><published>2010-12-05T16:39:00.000-08:00</published><updated>2010-12-05T16:55:22.381-08:00</updated><title type='text'>Entre a fúria e o amanhecer, um pedaço de mim nas suas mãos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Sinto que vou te perder. Sinto que já te perdi. Sinto que... minha comédia de erros se extendeu. Sinto um pouco daquilo que disse que senti. Mas não antes, talvez agora. São palavras em demasia, profusão de verdades não ditas. Só tocadas de leve pela ponta dos dedos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sinto que a cada dia, você se torna diferente, que as suas paixões aumentam e as minhas ficam mais perenes. Sinto que o excesso vai me corroer, excesso de procuras, de razões , de ausências.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sinto. Sinto. SINTO. SINTO. SINTO. AS VEZES PORRA NENHUMA. AS VEZES TUDO. As vezes fico assim no meio do caminho, no farejar da manhã sem nunca ver o sol. Mas nunca é uma palavra estranha. A gente usa sempre. E isso torna as coisas fatais.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Procuro algo que me torne tangível, algo que possa me recobrar a razão. Mas acho isso dividido, num lado meu corpo grita e ecoa, noutro meu pensamento ecoa. As duas coisas no mesmo copo seria pedir muito? Seria uma dose muito cara? Seria assim mais fácil e teria menos peso entre meus braços, menos corpos nos meus abraços, menos desculpas quando acordo e não tenho paciência de olhar o espelho e ver todo aquele desejo desperdiçado. Vejo toda a minha fome a postos, como até os acentos numa gula acelerada e sem atino. Ergo a cabeça pra tomar o sol na cara e me queimar e talvez com um pouco de dor sentir menos que toda essa solidão desnecessária. Afinal, por mais que eu me dê nunca ( olha ai o nunca de novo) me dou por inteiro. E daí ficam pedaços meus boiando indignos sem chance de reconciliação por aí. E eu não Sinto mais que eu exista nos meus beijos. Que até meus braços já se tornaram galhos secos e podados do resto do mundo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E olha que engraçado, eu sinto que te perdi, quando consegui te achar e te deixar a vontade no meu coração, eu te perdi, lentamente por entre meus dedos. Mas não eu não falava de amor, será que você não entendeu? Será que é sempre essa palavra que você vê quando olha nos meus olhos?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7812576545062201440-782288161802509553?l=trakamorim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://trakamorim.blogspot.com/feeds/782288161802509553/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2010/12/entre-furia-e-o-amanhecer-um-pedaco-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/782288161802509553'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/782288161802509553'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2010/12/entre-furia-e-o-amanhecer-um-pedaco-de.html' title='Entre a fúria e o amanhecer, um pedaço de mim nas suas mãos'/><author><name>Trak Amorim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14059994867803734306</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_n-NRfoytPUg/TKuAsP9QijI/AAAAAAAAAAM/47lJARfxvhQ/S220/S6300594+-+C%C3%B3pia.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7812576545062201440.post-1877843046820592512</id><published>2010-11-10T13:02:00.000-08:00</published><updated>2010-11-10T13:17:42.827-08:00</updated><title type='text'>Distante, muito distante da corrosão habitual do café da manhã</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Nem sei. Passou pela janela. Acho que devia doer. Acho que devia marcar. Porque não marca? não dói? Me sinto tão fdp.. deveria doer, eu deveria me importar. Eu me importo. Mentira, faço cena. Era cena, eu senti, o corpo tava fora. E eu senti fome. E eu senti cheiro de queijo no ar. Mas deveria doer. Ela me perguntou, eu disse meia dúzia de impropérios. Ela disse: " Suja". E o meu mundo ficou cinza. Não por sentir, mas por pensar " caralho é isso que você vê? jura que é só isso?"&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tá vazio, tá frio aqui dentro. A porta ficou aberta, a janela ficou aberta e a sala vazia. É frio aqui dentro, eu tento preencher de nomes, datas, corpos, lascas, pensamentos, figos, latas, copos, garrafas, saliva, baratas, sensações frouxas, mas nada fica tempo suficiente pra me mudar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tá vazio aqui. Você pode me ouvir de longe e me achar menos fdp? menos suja? menos canalha? menos cretina? você pode imaginar que tudo isso é balela. Você pode ser umas das 5 pessoas no mundo que acredita em mim?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7812576545062201440-1877843046820592512?l=trakamorim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://trakamorim.blogspot.com/feeds/1877843046820592512/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2010/11/distante-muito-distante-da-corrosao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/1877843046820592512'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/1877843046820592512'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2010/11/distante-muito-distante-da-corrosao.html' title='Distante, muito distante da corrosão habitual do café da manhã'/><author><name>Trak Amorim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14059994867803734306</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_n-NRfoytPUg/TKuAsP9QijI/AAAAAAAAAAM/47lJARfxvhQ/S220/S6300594+-+C%C3%B3pia.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7812576545062201440.post-3722343974892669152</id><published>2010-10-25T19:48:00.001-07:00</published><updated>2010-10-25T19:51:23.164-07:00</updated><title type='text'>.</title><content type='html'>Sei que não é o meu lugar&lt;br /&gt;esse seu&lt;br /&gt;sei que perco terreno&lt;br /&gt;praquela ilusão&lt;br /&gt;Sei que meu silêncio&lt;br /&gt;está recheado com desajeito&lt;br /&gt;Perco o pouco que é meu&lt;br /&gt;quando te penso&lt;br /&gt;....&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7812576545062201440-3722343974892669152?l=trakamorim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://trakamorim.blogspot.com/feeds/3722343974892669152/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2010/10/blog-post.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/3722343974892669152'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/3722343974892669152'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2010/10/blog-post.html' title='.'/><author><name>Trak Amorim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14059994867803734306</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_n-NRfoytPUg/TKuAsP9QijI/AAAAAAAAAAM/47lJARfxvhQ/S220/S6300594+-+C%C3%B3pia.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7812576545062201440.post-2171208090711454655</id><published>2010-10-18T06:09:00.000-07:00</published><updated>2010-10-18T06:10:41.775-07:00</updated><title type='text'>Ali. Onde?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Quanto mais te conheço, menos te desejo. Mais te relevo pra casa das coisas comuns, que em determinado instante impreciso não me servirão mais ( nem de muleta pra memória).&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7812576545062201440-2171208090711454655?l=trakamorim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://trakamorim.blogspot.com/feeds/2171208090711454655/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2010/10/ali-onde.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/2171208090711454655'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/2171208090711454655'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2010/10/ali-onde.html' title='Ali. Onde?'/><author><name>Trak Amorim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14059994867803734306</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_n-NRfoytPUg/TKuAsP9QijI/AAAAAAAAAAM/47lJARfxvhQ/S220/S6300594+-+C%C3%B3pia.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7812576545062201440.post-9042776739797755845</id><published>2010-09-27T15:49:00.000-07:00</published><updated>2010-09-27T18:26:18.352-07:00</updated><title type='text'>coisas pequenas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Uma coisa pequena. Começa sempre com uma coisa pequena, um pedaço de linha que se avoluma aos poucos e vira nó. E se enrosca até virar desenho abstrato. As emoções ficam assim perdidas no espaço, numa ora tão claras, noutras tão evasivas. Começa pequena, a sensação de perder algo que lhe era muito querido. Mas era querido mesmo? Agora olhando parecia tão inexpressivo. E não há uma marca vermelha no calendário ou no relógio que indique o momento exato em que aquilo deixou de ser.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7812576545062201440-9042776739797755845?l=trakamorim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://trakamorim.blogspot.com/feeds/9042776739797755845/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2010/09/coisas-pequenas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/9042776739797755845'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/9042776739797755845'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2010/09/coisas-pequenas.html' title='coisas pequenas'/><author><name>Trak Amorim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14059994867803734306</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_n-NRfoytPUg/TKuAsP9QijI/AAAAAAAAAAM/47lJARfxvhQ/S220/S6300594+-+C%C3%B3pia.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7812576545062201440.post-7561666349734338782</id><published>2010-09-18T18:24:00.001-07:00</published><updated>2010-09-18T18:54:42.284-07:00</updated><title type='text'>.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Penso que por muitas vezes não vejo o óbvio. Aquilo que grita diante do meu rosto. A imaginação minha assume corpo, alma, sangue e jorra, jorra, desvanecendo a matéria em algo mais singelo. Em algo mais meu. Em algo menos decisivo. E o real, ah o real que atravesse o vidro do carro e se estatele no asfalto.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7812576545062201440-7561666349734338782?l=trakamorim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://trakamorim.blogspot.com/feeds/7561666349734338782/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2010/09/blog-post_18.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/7561666349734338782'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/7561666349734338782'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2010/09/blog-post_18.html' title='.'/><author><name>Trak Amorim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14059994867803734306</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_n-NRfoytPUg/TKuAsP9QijI/AAAAAAAAAAM/47lJARfxvhQ/S220/S6300594+-+C%C3%B3pia.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7812576545062201440.post-939591124295994639</id><published>2010-09-10T13:25:00.000-07:00</published><updated>2010-09-10T15:38:18.104-07:00</updated><title type='text'>Se isso, SE aquilo, SE SE SE SE</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Se... insuportável sensação de se. Sede. Inaplacável sede com um copo cheio e transbordante entre as mãos sem poder beber. Se. Coisa que martela, eu fico entrevendo entre as frestas dessa vida, as nuvens que se avolumam como corpos dentro das minhas retinas. Acumulam- se SES na minha coluna que enverga, moldando interrogação constante e sem solução. Fico entre dentes pensando que a grama do vizinho tem sempre menos pragas. Quando é tudo a mesma coisa. E fico sentindo coisas que não tem razão de ser. E outros sentem por mim coisas que não posso explicar. Mas ali, do lado, como cachorro que acaba de ver o dono após longa separação, e roda e pula e late e de repente sente os olhos do dono pesando mais para as cadeiras, poltronas e armários eu me desarmei na tristeza cabisbaixa dos tolos. Armando dentes dentro de mim pra me consumir. SE.SE. SE. SE. Milhares de se rondando como moscas varejeiras a minha vida que não sai do vidro. Que fica na zona de conforto, mas minha alma se debate. Mas o corpo se insere num desenho casual e banal. SE. SE eu tivesse peito, diria que de alguma forma amo. Que de alguma forma canalho. Que de algum jeito aceito o que desce sobre minhas mãos. Que de alguma forma me entendo imperfeita. Que SE é uma "palavra" de merda. Que se sentir "se" é um vácuo no espaço tempo. Que é perda do mesmo. Ladro, corro atrás da poeira dos carros, ladro na janela sem averiguar meus erros, e bem , pode-se pensar tudo isso como muito baixo, mas o meu SE, se ele ocorrer é tenso e visceral como a carcaça do sol no momento da morte diária.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7812576545062201440-939591124295994639?l=trakamorim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://trakamorim.blogspot.com/feeds/939591124295994639/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2010/09/se-isso-se-aquilo-se-se-se-se.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/939591124295994639'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/939591124295994639'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2010/09/se-isso-se-aquilo-se-se-se-se.html' title='Se isso, SE aquilo, SE SE SE SE'/><author><name>Trak Amorim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14059994867803734306</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_n-NRfoytPUg/TKuAsP9QijI/AAAAAAAAAAM/47lJARfxvhQ/S220/S6300594+-+C%C3%B3pia.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7812576545062201440.post-5367753401815894334</id><published>2010-09-01T17:22:00.001-07:00</published><updated>2010-09-01T19:59:29.685-07:00</updated><title type='text'>pensamentos imprecisos ou quando existe um tumor de calças verdes instalado na sala de jantar do seu cerébro</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Fiz um desenho maior que a folha e só reparei quando não soube diferenciar sombras, terminar os contornos. Quando a mesa já estava suja de tinta.  &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Me inflei como um baiacu, um balão de gás hélio, e fiquei flutuando muito acima do horizonte. Era difícil ver o chão, ao cair doeu bastante. Uma queda lenta, batendo vertébras nas quinas das janelas, sentindo o peso das nuvens. Porque as minhas nuvens tem peso, elas machucam no excesso. E como tudo em mim peca pelo excesso, minhas nuvens também o fazem.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;De verdade, pintei um quadro com muito mais que devia. Enchi de coisas que não posso suportar, com total franqueza tenho desejo de depor as armas que já não me servem , os amores que já são estuque. As palavras amalgamadas e mal amadas de um passado presente tão inútil. Cheia de extensas sentenças. Cheia de potes de água suja, restos de tinta, mas nunca tinta pura. Nunca o puro. Tá tudo meio perdido na bagunça das minhas ânsias. Na bagunça das minhas teias. Essas coisas que começam com tanto gás e terminam com tanta verborragia. Sangue nas retinas e estupor. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas coisa curiosa só eu me sinto, me removo tanto, me escavo, por fora, aparente granito, raspado de ondas, ardendo em chamas, por fora tudo parece intocado. E até mesmo o olho que parecia tão treinado, ainda resvala na projeção do granito... intocado... quando dentro é tão amórfico. É tão amor.  É tão possuído de dobras e respingos. Tela pálida, dia de domingo cheio de um sol. Eu me acho demais. Eu me perco demais. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E mesmo com todos esses paradoxos e anacronismos, há quem de mim tenha saudades. E isso no fim da dor me basta. Mas a insatisfação pela carreira louca sem freio que me desvirtua ainda permanece. Uma caixa de coisas esteréis já está na beira da porta. Só basta um pé. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7812576545062201440-5367753401815894334?l=trakamorim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://trakamorim.blogspot.com/feeds/5367753401815894334/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2010/09/pensamentos-imprecisos-ou-quando-existe.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/5367753401815894334'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/5367753401815894334'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2010/09/pensamentos-imprecisos-ou-quando-existe.html' title='pensamentos imprecisos ou quando existe um tumor de calças verdes instalado na sala de jantar do seu cerébro'/><author><name>Trak Amorim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14059994867803734306</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_n-NRfoytPUg/TKuAsP9QijI/AAAAAAAAAAM/47lJARfxvhQ/S220/S6300594+-+C%C3%B3pia.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7812576545062201440.post-3558885432518565416</id><published>2010-08-26T15:59:00.000-07:00</published><updated>2010-08-26T17:01:12.240-07:00</updated><title type='text'>Quando eu, quando tu.. Quando?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Saiu do quarto, amarrotado. Pegou a garrafa de conhaque. Sentou-se perto da janela, o copo cheio, às onze e quinze da manhã. Vinha de um sonho amargo, cheio de saliva e suor. Suas palpébras ainda pesadas. Sua boca ainda inerte. O conhaque desceu como um grito agoniado. No segundo gole longo e profundo desceu como o sol pela janela, sobre a poeira, sobre seus pedaços. Ele não sabia ainda se estava alguma coisa por ela. Esforçava-se pra lembrar. Pra imaginar alguma coisa nela que fosse, sim, mas tudo era ok não sei, ok talvez. Bebeu mais um pouco, mexeu com o dedo a pedrinha de gelo que se esvaia lentamente. Não sabia se era o jeito certo de sair da multidão dos pensamentos dela, de ser alguma coisa, além de um adorável estranho,um número na agenda, uma espécie de 190 das emoções dela. Na verdade, estava louco de amor. Na verdade era sexo. Na verdade era... era.. alguma coisa estranha que ele sempre sentiu, que ele nunca sentiu. Bebeu outro gole longo e sonolento.  Despertou entre os dedos o resto da poeira da sua saudade. Encheu as bordas da janela de pensamentos que sempre voltavam. Nunca chegavam. Se continha. Se mantinha nas entrelinhas mudas. Não sabia se estava alguma coisa.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aquela conversa de amor era sempre uma incerteza. Traduzida em copos virados nas madrugadas sonhadas. Entre os dedos amortecidos, nas gotas de sangue que caiam num dado momento. Era sempre uma loucura amena. Era sempre intensa. Era a morte. Era nada. Era excesso. Ok, não sei. talvez. A janela era sujo como um copo de bar. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7812576545062201440-3558885432518565416?l=trakamorim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://trakamorim.blogspot.com/feeds/3558885432518565416/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2010/08/quando-eu-quando-tu-quando.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/3558885432518565416'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/3558885432518565416'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2010/08/quando-eu-quando-tu-quando.html' title='Quando eu, quando tu.. Quando?'/><author><name>Trak Amorim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14059994867803734306</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_n-NRfoytPUg/TKuAsP9QijI/AAAAAAAAAAM/47lJARfxvhQ/S220/S6300594+-+C%C3%B3pia.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7812576545062201440.post-320402454591751474</id><published>2010-08-05T17:49:00.000-07:00</published><updated>2010-08-05T19:19:22.437-07:00</updated><title type='text'>Arestas imperfeitas atraem</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Reter. Dentro das mãos. A imagem. Entreter. Enganar a passagem do tempo. Passagem? Quanto custa? O seu retrato quanto custa? Quero deixar seu sorriso preso na parede da minha retina. Retida no relógio. Retida no peito. Batida. Acelerada. Freiada de carro quando você está. Você é. Freiada de carro as seis da tarde. Arde. Esse corte na boca. Que cospe saliva. Oliva. Cor de oliva era a sua camisa. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Prender. A mão no calor do abraço. Embaço. Pra dizer meia dúzia de bobagens. Imagens. Os seus olhos me dão imagens multicoloridas de um outro mundo. E acho que existe uma lógica ilógica na atração dos corpos. Copos. Que passam de mão em mão. Calor em explosão. Na noite fria o texto se perde numa penumbra. A sensação ilesa continua aquecendo a aresta mais avessa do coração.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7812576545062201440-320402454591751474?l=trakamorim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://trakamorim.blogspot.com/feeds/320402454591751474/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2010/08/arestas-imperfeitas-atraem.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/320402454591751474'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/320402454591751474'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2010/08/arestas-imperfeitas-atraem.html' title='Arestas imperfeitas atraem'/><author><name>Trak Amorim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14059994867803734306</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_n-NRfoytPUg/TKuAsP9QijI/AAAAAAAAAAM/47lJARfxvhQ/S220/S6300594+-+C%C3%B3pia.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7812576545062201440.post-2126379642460564398</id><published>2010-07-31T19:01:00.000-07:00</published><updated>2010-07-31T20:23:55.917-07:00</updated><title type='text'>Folha solta sobre o assoalho</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Sentiu saudade da saliva. Grossa. Atordoante. Atordoada. Que entra pelos buracos errados. Saliva intensa como tempestade. Fosso cheio de insanidades. Pensou no roçar da pele macia e morena. No amarelo do sol no corpo dela. Como uma dose cavalar de conhaque. Era suave. Entrava descrente no seu corpo. Penetrava avulsa nos pensamentos. Era uma mulher de dentes. Dotada de sutis palavras. Sentiu o peso do peito pulsando delicado nas suas mãos. A boca tensa, sem certeza se era aquilo ou algum outro erro. Se era desejo simples e nu. Era doce. Seu pêlo era doce. De linhas fartas de sentido. Era um bom sonho. Um bom gole. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tomou mais um gole e tocou um acorde no violão antes que sua alma acordasse pro frio da janela e da manhã assentada sobre os vidros. Mas era daquele frio que se instalava doce. Não era maldoso. Mas sentiu necessidade dela. Como do seu conhaque. Do seu violão. Da manhã de domingo pra descansar o sentido....&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7812576545062201440-2126379642460564398?l=trakamorim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://trakamorim.blogspot.com/feeds/2126379642460564398/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2010/07/folha-solta-sobre-o-assoalho.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/2126379642460564398'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/2126379642460564398'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2010/07/folha-solta-sobre-o-assoalho.html' title='Folha solta sobre o assoalho'/><author><name>Trak Amorim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14059994867803734306</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_n-NRfoytPUg/TKuAsP9QijI/AAAAAAAAAAM/47lJARfxvhQ/S220/S6300594+-+C%C3%B3pia.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7812576545062201440.post-1358832893023891043</id><published>2010-07-29T19:34:00.000-07:00</published><updated>2010-07-29T20:17:33.647-07:00</updated><title type='text'>cigarro solto nº56</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Ficou uma névoa diante dos seus olhos. Dentro deles. Uma mancha rosada dentro das retinas. Sentiu o calor do abraço. Amarelo. Quente. Adormeceu com um pedaço de sonho entre os braços, enrolado nas cobertas, aquecendo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pensou em alguma forma de alívio. No abraço. No calor. Mas a solidão dela parecia mais densa que o teor do seu copo. Parecia que o corpo era pequeno pra tanto assombro.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ficou atado à um fio de névoa....&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7812576545062201440-1358832893023891043?l=trakamorim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://trakamorim.blogspot.com/feeds/1358832893023891043/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2010/07/cigarro-solto-n56.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/1358832893023891043'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/1358832893023891043'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2010/07/cigarro-solto-n56.html' title='cigarro solto nº56'/><author><name>Trak Amorim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14059994867803734306</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_n-NRfoytPUg/TKuAsP9QijI/AAAAAAAAAAM/47lJARfxvhQ/S220/S6300594+-+C%C3%B3pia.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7812576545062201440.post-8392438023633717384</id><published>2010-07-21T20:01:00.000-07:00</published><updated>2010-07-21T20:33:03.870-07:00</updated><title type='text'>....</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A decepção é um sentimento avesso. Fica entalado na goela.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É coisa estúpida, tão inóspita quando a espera.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Fico matutando na noite febril se é só isso que me aguarda,&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;tudo que me cabe nessa vida.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7812576545062201440-8392438023633717384?l=trakamorim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://trakamorim.blogspot.com/feeds/8392438023633717384/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2010/07/blog-post.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/8392438023633717384'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/8392438023633717384'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2010/07/blog-post.html' title='....'/><author><name>Trak Amorim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14059994867803734306</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_n-NRfoytPUg/TKuAsP9QijI/AAAAAAAAAAM/47lJARfxvhQ/S220/S6300594+-+C%C3%B3pia.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7812576545062201440.post-1936101703064816357</id><published>2010-07-18T15:24:00.000-07:00</published><updated>2010-07-18T16:05:10.475-07:00</updated><title type='text'>Pequeno contraponto</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Essa reserva. Eu não entendo a razão. Quero estar perto. Quero mergulhar na onda. Mas me ausento. Me perco na armadilha das palavras. Como se houvesse um medo, uma chance de queimadura no ato da entrega. Tenho medo de você. Mas tenho uma paixão pela sua simbologia, presença, ausência, tempestade, copo e sorriso. Não entendo isso. É a primeira vez que me sinto menor. Retraída. Com vergonha da ignorância que parece exalar de mim. Comparada ao seu silêncio minha verborragia parece inútil. A minha intensidade parece teatral.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em contraponto, escorro deliciosamente nas suas melodias, descobrindo letras, linhas, pontos, novas possibilidades que só existem no seu mundo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7812576545062201440-1936101703064816357?l=trakamorim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://trakamorim.blogspot.com/feeds/1936101703064816357/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2010/07/pequeno-contraponto.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/1936101703064816357'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/1936101703064816357'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2010/07/pequeno-contraponto.html' title='Pequeno contraponto'/><author><name>Trak Amorim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14059994867803734306</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_n-NRfoytPUg/TKuAsP9QijI/AAAAAAAAAAM/47lJARfxvhQ/S220/S6300594+-+C%C3%B3pia.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7812576545062201440.post-1991739230936274197</id><published>2010-07-16T11:32:00.000-07:00</published><updated>2010-07-16T11:58:17.865-07:00</updated><title type='text'>Um pensamento acerca do sentir</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Se um homem não é capaz de chorar, sentir, sofrer por um grande amor, ele não é digno do seu coração. É pedra travestida de gente. E até pedras amam a brisa. Então o que é um homem que não sofre por amor? Um moderno? Um duro? Um bruto? Não sei dizer. Só sei que sinto, sofro, me alegro com pequenas coisas desses romances cotidianos. E sinto a onda que singra meu peito com força abrindo fendas sem sangue, e às vezes sangrantes. Eu tenho amor que transborda pela ponta dos dedos, aquilo que sinto não se contém num instante, transpassa o cansaço. Mas não é por alguém em especial. Ou pode ser. É um sentimento constante que quer escapulir. Mas que faz volume, faz dor, faz riso. Me faz besta.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas, eu ainda não sei o que são essas pessoas que disso nada sabem. Se são pedras que andam. Se são feitas de gaze. Se são espaços imaginados. Essas pessoas que não sabem o que é o amor e renegam esse prazer e essa dor nas esquinas dos seus passados. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Acordei sentindo um pulsar. Um pensamento sobre o amor.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7812576545062201440-1991739230936274197?l=trakamorim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://trakamorim.blogspot.com/feeds/1991739230936274197/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2010/07/um-pensamento-acerca-do-sentir.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/1991739230936274197'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/1991739230936274197'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2010/07/um-pensamento-acerca-do-sentir.html' title='Um pensamento acerca do sentir'/><author><name>Trak Amorim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14059994867803734306</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_n-NRfoytPUg/TKuAsP9QijI/AAAAAAAAAAM/47lJARfxvhQ/S220/S6300594+-+C%C3%B3pia.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7812576545062201440.post-6301181538713208008</id><published>2010-07-12T19:26:00.000-07:00</published><updated>2010-07-12T19:33:03.267-07:00</updated><title type='text'>Ida sem volta</title><content type='html'>Quando tem dores&lt;br /&gt;me dobra num arco&lt;br /&gt;me faz atadura&lt;br /&gt;com pressa&lt;br /&gt;de alma doce&lt;br /&gt;e mãos duras.&lt;br /&gt;Quando tem ânsia&lt;br /&gt;me faz de lenço&lt;br /&gt;estanco a verborragia&lt;br /&gt;numa contenção de contextos.&lt;br /&gt;Mas quando nada há&lt;br /&gt;que assuste&lt;br /&gt;afunde&lt;br /&gt;apenas o eco solitário&lt;br /&gt;penetra o vazio&lt;br /&gt;da sua passagem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7812576545062201440-6301181538713208008?l=trakamorim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://trakamorim.blogspot.com/feeds/6301181538713208008/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2010/07/ida-sem-volta.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/6301181538713208008'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/6301181538713208008'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2010/07/ida-sem-volta.html' title='Ida sem volta'/><author><name>Trak Amorim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14059994867803734306</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_n-NRfoytPUg/TKuAsP9QijI/AAAAAAAAAAM/47lJARfxvhQ/S220/S6300594+-+C%C3%B3pia.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7812576545062201440.post-3381019328152488332</id><published>2010-07-09T14:22:00.000-07:00</published><updated>2010-07-09T14:27:15.980-07:00</updated><title type='text'>Nº34</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Uma raiva nada literária, uma sensação desmembrada, queria explodir deveras as palavras, as paredes, todas as expectativas. Essa sensação descabida não vaza, não tem honra, não tem compreensão que o tempo corre enlouquecido. E que não há mais nada que deixe espaço pro respiro. E essa droga não passa. Não passa. Queria ascender o pavio da alma e jogar ao mar todas as gavetas. Esquecer que há necessidades fora de mim. Em mim. Pra mim. Para outros.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Queria desabar num conhaque, numa morfina, num profundo esquecimento da existência. A vulgaridade das minhas palavras só deixa transparente a brutalidade das minhas emoções. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Cadeiras. Armários. Folhas. Pranchetas. Copos. Pela janela afora.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7812576545062201440-3381019328152488332?l=trakamorim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://trakamorim.blogspot.com/feeds/3381019328152488332/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2010/07/n34.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/3381019328152488332'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/3381019328152488332'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2010/07/n34.html' title='Nº34'/><author><name>Trak Amorim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14059994867803734306</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_n-NRfoytPUg/TKuAsP9QijI/AAAAAAAAAAM/47lJARfxvhQ/S220/S6300594+-+C%C3%B3pia.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7812576545062201440.post-6174923842630553310</id><published>2010-07-05T10:11:00.000-07:00</published><updated>2010-07-05T10:12:08.992-07:00</updated><title type='text'>Para um amor maior ou quando um alguém não levado à sério estremece os músculos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Não sou santa. Nem canalha. Nem adjetivo nenhum que me queiram dar. Sou aquilo que o tempo lapida ou enferruja. A encruzilhada das minhas emoções. Poderia ser um milhão de outras coisas distintas. Poderia ser tantas coisas que não sei descrever. Mas não, eu não sou o que você vê. Não essa superfície barata. Quem sabe eu fosse um falcão,mas por hora escolhi galinha d’angola. Um poema, mas prefiro um Bonassi. O amor de alguma vida, mas por hora prefiro martelar com fogo as veias do meu peito. Poderia ser de muitas pessoas, mas não tenho pressa de ser de ninguém. Além de você. Porque você é feita de tantas outras coisas e poderia e é tantas outras coisas, que eu perco a conta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sou perfeita. Nem feita de folhas. Tem carne, tem veia, tem seio e tem pus. Tem lágrima.Recheio. Açúcar. Conhaque e rum. Tem barbárie. Mas tem paciência. Dentro de mim, dessa cumbuca tem muita mistura. Posso ser quase tudo que existe se eu tiver vontade. Se. E você intensifica essa vontade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem momentos de euforia. Quase boba. quase tensa. Escondo segredos entre as penas. Mas não quero voar com tanto peso entre as costelas. Nem com tanto prazer na cabeça. Tenho uma boca só, mas muitas pernas. Posso correr o tempo necessário pra me perder. Pra esquecer. Mas eu não quero. O que tem de bom na sua mistura, me converte em novas manhãs de sábado. O que tem de bom na sua mistura me lambuza na distância de um bom dia. Tem momento de raiva. E também de letargia. Quando aquele vazio precede a dúvida. O frio do nascimento da vida. A morte que se abate sobre os relógios. Tem lirismo do mestre Dos Anjos. Tem dor de Trakl. Tem prazer de Clarice. As vezes o egoísmo de Schielle. Mas sempre a tensão e o tesão de Neruda. Quando a corda vibra, com a nota certa, com a mão ajeitada eu canto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que há em mim é incondicional. É víscera sangrando. Mas por trás do meu riso impossível ver meu pranto. Palhaça de carteirinha. Brinco de malabares com minhas palavras bambas. Aquilo que sai da boca é sempre impulso. O que sai das mãos é vivo, quase puro. O que eu quero de você é mais que o gozo. Que a saliva. Quero ser um pilarzinho da sua alegria. Incondicional. Daquele sentimento avesso a razão que prefere ficar guardado delicado ou ser dosado homeopaticamente todos os dias durante todo o ato da espera, até o limbo do esquecimento plantar outra quimera ou a última morrer de solidão.&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7812576545062201440-6174923842630553310?l=trakamorim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://trakamorim.blogspot.com/feeds/6174923842630553310/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2010/07/para-um-amor-maior-ou-quando-um-alguem.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/6174923842630553310'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/6174923842630553310'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2010/07/para-um-amor-maior-ou-quando-um-alguem.html' title='Para um amor maior ou quando um alguém não levado à sério estremece os músculos'/><author><name>Trak Amorim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14059994867803734306</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_n-NRfoytPUg/TKuAsP9QijI/AAAAAAAAAAM/47lJARfxvhQ/S220/S6300594+-+C%C3%B3pia.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7812576545062201440.post-2896433593822466987</id><published>2010-06-29T16:45:00.000-07:00</published><updated>2010-06-29T16:46:57.740-07:00</updated><title type='text'>Das manhãs contidas num copo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Perdeu o olhar no horizonte. Imaginou feras metálicas entre os prédios. Um ambiente volúvel aos seus desejos, apenas aos mais íntimos. Apenas imaginou. Pendeu sobre o carpete um gole de conhaque. Preso na imaginação de algo incógnito. Queria perder seu coração numa pista de dança. Encontrava-se suscetível à intervenções de músicas. Seus desejos mudavam de lugar. De momento. De nome. De forma. Comum. Mas hoje acordou com aquele frio incômodo na barriga. Como se dentro de si houvesse um pequeno universo em expansão. Como se seu coração houvesse se tornado pequeno pra todas as coisas que caiam das gavetas. As sensações tardias. Os desejos ainda irrefreáveis. Pessoas que foram romances e que agora apenas existiam na agenda de telefone. Que ela nem se preocupa em ligar. Ruas que antes partilhavam do seu cotidiano e que agora não lembra o nome. Como era mesmo? O nome daquela bebida que ela gostava tanto? Dois anos tornam as circunstâncias mais frias. Parece que nada mudou. As roupas continuam no guarda roupa. As mesmas roupas. Os mesmos CDs empoeirados. O jeito de guardar as meias. O jeito de falar. De segurar a xícara de café. Mas porque olhando parece tão diferente? Tão distante? Porque pensar sem dramas, sem cenografias, parece tão pouco? E todo o estardalhaço parece fingido? Parece mais calmo. Parece. Parecer é um verbo engraçado. Perdeu no horizonte o fio das idéias. Pensava em tantas coisas que não articulava o pensamento numa via de mão única. Compraria um gravador. Talvez assim enxotar as idéias ainda quentes da cabeça pela boca ainda úmida. Não sabia. Parecia mais triste. Mas parecia mais leve. Parecia mais extenso. Mais calmo.&lt;br /&gt;Saiu da janela. Deixou o rádio ligado. Olhando ao redor fez um apanhado do seu passado. Sem mexer um dedo, jogou um pouco mais fora. Deixou-se mais leve sobre o sofá. Pensou no poema de Drummond que sempre esteve em sua carteira. Dentro da sua agenda uma foto. Um poema. Papéis anotados ao acaso de pessoas que ela esqueceu no meio do caminho. Tantas coisas e pessoas no meio do caminho. Afinal o que define alguém especial? O que é especial? O que é essencial? Pensou no maior número de pessoas que estiveram em sua vida, velhos amigos, amantes,mestres, conhecidos ocasionais, o que definia essas pessoas como importantes ou não pra si? Depende tanto do momento. Uma série de pessoas “indispensáveis” ela nem lembrava o nome. Perdeu na memória os dias em que tudo era exaltado, marcado por proezas tolas. Por chances que existiam dentro da cabeça. Por paixões flácidas. E pensando nas suas últimas paixões ficou contente. Eram ao menos pessoas interessantes cada uma ao seu modo. Inteligentes. Belas? Aos seus olhos sim. Aos dos outros, pouco importa. Foi feliz. Teve dias ruins. Teve horas amargas. Teve horas ébrias. E algumas de ridícula sobriedade. Mas ainda assim são coisas que acontecem quando se está vivo. Deixou o rádio mais alto. Tentou encobrir seus pensamentos. Deixá-los só seus mais uma vez. Engarrafá-los como nuvens (como fazia, ou achava que fazia quando era criança). Deixou o copo sobre a mesa. Ensaiou alguns passos na sala. Deixou a música encontrar um lugar no seu corpo. Os pensamentos encontrarem o seu desvio natural. Alguém lhe disse que era necessário respeitar os silêncios da alma. Deixou que se ajeitassem as palavras do modo mais aprazível. Apenas retirou-as do seu corpo. Deixando leve. O copo sobre a mesa recebeu um filete de sol. Ficou um brilho suave sobre a mesa, reflexo cabisbaixo de uma coisa indefinida. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7812576545062201440-2896433593822466987?l=trakamorim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://trakamorim.blogspot.com/feeds/2896433593822466987/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2010/06/das-manhas-contidas-num-copo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/2896433593822466987'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/2896433593822466987'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2010/06/das-manhas-contidas-num-copo.html' title='Das manhãs contidas num copo'/><author><name>Trak Amorim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14059994867803734306</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_n-NRfoytPUg/TKuAsP9QijI/AAAAAAAAAAM/47lJARfxvhQ/S220/S6300594+-+C%C3%B3pia.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7812576545062201440.post-957119784151144336</id><published>2010-06-29T12:05:00.000-07:00</published><updated>2010-06-29T12:37:07.193-07:00</updated><title type='text'>Das mulheres e das lembranças</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Das memórias que assombram esse vazio, as mulheres tomaram forma em seus vestidos nada provocantes, em seus trajes de guerra, nas suas caras doces e duras e tensas. Das mulheres como Weigel, como Waris, Clarice. Lembranças das ruas lotadas de possibilidades no auge da descoberta, do Clube Atari. Das noites vagas sem pretensão. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Dessas mulheres fortes, que sobreviveram ao amor, à dor, que como Weigel desdobraram-se pela arte, construiram novas formas de viver a arte e o amor que ele não devolve (muitas vezes). Das mulheres como Waris, que nasceram marcadas para a desgraça, para a vida irresolutamente tardia. Mas que subiram aos céus, degrau por degrau, na certeza de serem mais que um corpo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Das lembranças das ruas como eram antes, da Rua Itu, Do Clube Atari, do Kid Vinil nas pick ups. Das padarias, das cervejarias, dos espaços, do Belas Artes antes da reforma, das ruas calmas que cortavam a Paulista. Das manhãs pintando muros, colando stickers, fazendo arte, indo da Pinacoteca ao Tomie Othake na caminhada num domingo de sol.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Essas lembranças, esses pensamentos ficaram rondando esse meu vazio. Essa peça, esse filme, essas ruas me martelaram sobre a força das coisas, transietoriedade dos espaços, da finitude das lembranças. Da dureza das mulheres que se recobrem de ferro para não serem mutiladas, que aceitam as amantes de seus dramaturgos em prol de uma arte maior. Das ruas que eram cheias de meninas que olhavam meninas, dos bares que existiam e consumiam um ano inteiro de festas de aniversário e sorrisos. E que agora não existem mais. Parece que a minha amada cidade ficou mais estéril, perde gotas de sangue na sua noite densa. Parece saudosista, mas sinto falta das ruas cheias daquelas pessoas que eram diferentes, que hoje são arquitetos, dramaturgas, professoras, artistas, engenheiras, estilistas, modelos, atrizes. Daquelas pessoas que discutiam filosofia rica e filosofia de conhaque. Senti falta daquelas ruas cheias de vida da minha vida de tempos atrás.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aquelas mulheres me fizeram pensar que ser mulher é sempre mais denso, exige mais força, mais paixão e mais loucura do que qualquer outra coisa. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E as minhas lembranças tem preechido aquele vazio solitário que ardia tão intenso, talvez as gavetas caiam e algo saia.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A peça: Determinadas pessoas - Weigel ( com Esther Goes, direção de Ariel Borghi)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O filme: A flor do deserto ( 2009) sobre Waris Dirie&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7812576545062201440-957119784151144336?l=trakamorim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://trakamorim.blogspot.com/feeds/957119784151144336/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2010/06/das-mulheres-e-das-lembrancas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/957119784151144336'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/957119784151144336'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2010/06/das-mulheres-e-das-lembrancas.html' title='Das mulheres e das lembranças'/><author><name>Trak Amorim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14059994867803734306</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_n-NRfoytPUg/TKuAsP9QijI/AAAAAAAAAAM/47lJARfxvhQ/S220/S6300594+-+C%C3%B3pia.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7812576545062201440.post-8981709655480972557</id><published>2010-06-28T06:06:00.000-07:00</published><updated>2010-06-28T06:21:30.370-07:00</updated><title type='text'>Consumação</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Acúmulo. De palavras. De não sentimentos. De papéis de bala. De sacos de açúcar. De garrafas de Domecq gold. De espaços pequenos. De colunas entortadas. De olhos na multidão. De poemas lavrados na madrugada. De bocas lacônicas. De espelhos sem reflexos. De mulheres. De homens. De sonhos. De fomes. De preocupações. De indecisões. De saltos altos batendo no assoalho. De solas comidas pelo asfalto. De copos. De despedidas. De tentativas. De sorrisos. De silêncios. De estranhamentos. De fugas. De colisões frontais. De horas consumidas no ócio. De olhares consumidos no sonho. A consumação é grande. A sede é grande (de preencher esse vazio que fisga os músculos). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7812576545062201440-8981709655480972557?l=trakamorim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://trakamorim.blogspot.com/feeds/8981709655480972557/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2010/06/consumacao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/8981709655480972557'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/8981709655480972557'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2010/06/consumacao.html' title='Consumação'/><author><name>Trak Amorim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14059994867803734306</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_n-NRfoytPUg/TKuAsP9QijI/AAAAAAAAAAM/47lJARfxvhQ/S220/S6300594+-+C%C3%B3pia.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7812576545062201440.post-3554613432063670358</id><published>2010-06-25T17:55:00.000-07:00</published><updated>2010-06-25T18:04:21.970-07:00</updated><title type='text'>Perdido por aí...de novo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Vem como música. Um tanto cheia de possibilidades, um tanto vazia. Folhas limpas, não tocadas pelas linhas. Manhosas espreguiçam-se sobre a mesa, mas a poeira se deita ao lado e por cima. Faz eclipse. Não há linhas. Nem toque. Nem sequer poesia da mais barata. Nem conhaque do mais esquivo. Há apenas um vazio. Algo que pode ser traduzido com um não sentimento, se é que existe isso. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Encontro paredes onde não havia nada e encontro nada onde havia sombras.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7812576545062201440-3554613432063670358?l=trakamorim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://trakamorim.blogspot.com/feeds/3554613432063670358/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2010/06/perdido-por-aide-novo.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/3554613432063670358'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/3554613432063670358'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2010/06/perdido-por-aide-novo.html' title='Perdido por aí...de novo'/><author><name>Trak Amorim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14059994867803734306</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_n-NRfoytPUg/TKuAsP9QijI/AAAAAAAAAAM/47lJARfxvhQ/S220/S6300594+-+C%C3%B3pia.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7812576545062201440.post-8001069793815581518</id><published>2010-06-23T17:14:00.000-07:00</published><updated>2010-06-23T18:08:13.588-07:00</updated><title type='text'>Perdido por aí</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Tensionado. Como corda de forca, músculo da boca. Ardendo, corte fresco na pele. Assim amuado grito escondido entre os molares, irregulares pensamentos dentados, assimilados na mastigação dos dias. E aquela sensação corrediça. E aquela temporalidade movediça. Aquele quereres ausentado de si toda a força e toda a fome e jogando no espaço toda a flecha e todo trinco.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7812576545062201440-8001069793815581518?l=trakamorim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://trakamorim.blogspot.com/feeds/8001069793815581518/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2010/06/perdido-por-ai.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/8001069793815581518'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/8001069793815581518'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2010/06/perdido-por-ai.html' title='Perdido por aí'/><author><name>Trak Amorim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14059994867803734306</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_n-NRfoytPUg/TKuAsP9QijI/AAAAAAAAAAM/47lJARfxvhQ/S220/S6300594+-+C%C3%B3pia.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7812576545062201440.post-2342220028683097581</id><published>2010-06-20T17:58:00.000-07:00</published><updated>2010-06-20T18:38:42.218-07:00</updated><title type='text'>s/t</title><content type='html'>Entre a loucura e a incerteza&lt;br /&gt;um leve fio de desapego&lt;br /&gt;quando o coração grita sem boca&lt;br /&gt;Ali, na noite semi deserta&lt;br /&gt;o olho crestado de linhas castanhas&lt;br /&gt;ardeu num uivo.&lt;br /&gt;Descrentemente passando pelo respiro&lt;br /&gt;do abraço alcoolizado&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7812576545062201440-2342220028683097581?l=trakamorim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://trakamorim.blogspot.com/feeds/2342220028683097581/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2010/06/st.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/2342220028683097581'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/2342220028683097581'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2010/06/st.html' title='s/t'/><author><name>Trak Amorim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14059994867803734306</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_n-NRfoytPUg/TKuAsP9QijI/AAAAAAAAAAM/47lJARfxvhQ/S220/S6300594+-+C%C3%B3pia.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7812576545062201440.post-7883052464587737149</id><published>2010-06-14T18:48:00.000-07:00</published><updated>2010-06-14T19:10:33.198-07:00</updated><title type='text'>Cigarro solto na boca nº15</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Percebe a diferença entre a sua textura e a minha linha. Achei que ambas sorriam no mesmo espaço. Mas diferem em muito quando postas à luz. A tua fica rígida enquanto a minha se desmancha. Ainda fica grossa a sombra que recobre os dias. Mesmo que a boca deseje romper as amarras que lhe prendem, o silêncio emerge como solução. Como um puma que vaga pela área aberta da noite, solitário, entre galhos de Segall, fico incerto sobre como caminhar por esta rua. Que atende pelo seu nome. Pela ausência que desfaz a espera (e que por vezes a refaz mais bruta). Espera de que? Que se espera da noite? A lua não encanta, nem decifra segredos. Não traz à tona os sufocos do peito, tão pouco os montros dos filmes da infância.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Perto da sua letra, a minha é rude. Perto do seu par de avelãs, os meus são névoa. Estranho que pense nisso, apoiado na janela, corpo regelado, na espera de uma resposta. De alguma coisa nova, que irrompa do meio dos prédios e das estrelas, transpasse a carne com a doçura de uma nova paixão e a certeza de um novo invento. No vento fico procurando resquícios dos passos. Em tão pouco tempo todo o tempo ficou errado. E perto ainda das suas mãos, as minhas são serralherias. Meus copos de vodka parecem pobres, o que me preenche parece pouco, serragem. Pra alguns satisfaz, pro seu forro, nem chega a ser estuque. A meu corpo é pintado de cal por fora, ríspido, vulgar, parece baixo. Por dentro, cheio de gavetas, de letreiros, de desenhos...de pequenos labirintos, portas. Já não sei. O que me aflige é a certeza de ter dado um tiro no pé. Um tiro no ar e acertado um pássaro indefeso. Ter singrado o horizonte de pólvora sem necessidade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Trago a camisa aberta.. deixo no peito um pouco de vento, na boca ainda aceso o álcool e a nicotina. Os dedos amarelecidos e ainda um pouco esbranquiçados. Talvez se eu escrever até o cansaço chegar eu pare de pedir desculpas por existir. Ao fundo a chaleira explode em fumaça...o café talvez me traga a lucidez, ou ao menos a calmaria necessária pra viver dentro de mim.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7812576545062201440-7883052464587737149?l=trakamorim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://trakamorim.blogspot.com/feeds/7883052464587737149/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2010/06/cigarro-solto-na-boca-n15.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/7883052464587737149'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/7883052464587737149'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2010/06/cigarro-solto-na-boca-n15.html' title='Cigarro solto na boca nº15'/><author><name>Trak Amorim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14059994867803734306</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_n-NRfoytPUg/TKuAsP9QijI/AAAAAAAAAAM/47lJARfxvhQ/S220/S6300594+-+C%C3%B3pia.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7812576545062201440.post-4498862573902087295</id><published>2010-06-11T11:23:00.000-07:00</published><updated>2010-06-11T11:55:06.124-07:00</updated><title type='text'>Um pedaço do sol preso na vidraça</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Eu não aguento. É mais forte que minhas mãos, meus medos, meus anseios. É mais tenso que o ferro quente dobrado na máquina. Eu tenho essa sede que não consigo aplacar. Esse fogo que não para de queimar. Essa vontade de explodir e deixar meus fragmentos pelo ar. De me espalhar por narinas, espaços, seios, pássaros, paredes, necróterios, sorrisos, infernos. Por todos os lugares. Eu tenho essa coisa dentro de mim que não quer acalmar, essa insatisfação de querer e não ter. De tentar transformar o espaço. Os seus abraços. Os meus olhares em cartazes. Eu deixo as minhas linhas na porta da sua casa, deixo apenas tênues mesuras de cabeça, minhas mãos nuas explodindo de paixão. Sem ter vazão. Apenas corpos passando por mim sem reter a saliva. Apenas palavras me corroendo como ratos. Esse desejo constante de mudar o rosto que me agride, essa ânsia por deixar a loucura que me habita correr pela rua sem aviso. Está tudo tão represado aqui dentro. Escorre pelos meus olhos mudos, pela minha procura, pela minha raiva inventada. Pelas palavras acres recheadas de pedidos de desculpas. De coisas cheias de outras coisas. Eu nem mesmo quero ouvir essa sensação que fica oscilando aqui dentro. Por vezes quase prenso na parede os seus olhos pra me por dentro das suas retinas. Por outras me ponho nas sombras dos seus sapatos, em noutras nem sequer lembro de que havia alguém.  Descobri um ponto em comum entre nós, a obsessão. Perversa, adorada, sensorial. Mas a mim já bastava o que eu tinha e que por uma bobagem se perdeu. Se perdeu? Eu não sei. E essa dúvida ( que você insiste em não retirar de mim) fica me doendo a cabeça. Mas não aquela dor que paralisa, mas aquela que come o sorriso pela beira.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu vou explodir como um sol um dia desses, me queimar e me devastar no meu mundo, dentro do amor que se encarrega de me adormecer e me acordar com doses fartas de megalomania em alguns momentos. E mesmo assim, a loucura desses atos e desse meu jeito, não é nada. Não é amor. Não é algo físico específico, é uma coisa estranha, uma admiração. Uma coisa que não tem nome no dicionário. ...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7812576545062201440-4498862573902087295?l=trakamorim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://trakamorim.blogspot.com/feeds/4498862573902087295/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2010/06/um-pedaco-do-sol-preso-na-vidraca.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/4498862573902087295'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/4498862573902087295'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2010/06/um-pedaco-do-sol-preso-na-vidraca.html' title='Um pedaço do sol preso na vidraça'/><author><name>Trak Amorim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14059994867803734306</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_n-NRfoytPUg/TKuAsP9QijI/AAAAAAAAAAM/47lJARfxvhQ/S220/S6300594+-+C%C3%B3pia.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7812576545062201440.post-7028613846363438280</id><published>2010-06-09T15:16:00.000-07:00</published><updated>2010-06-09T16:10:52.019-07:00</updated><title type='text'>Cigarro solto nº 12</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Mãos duras tateando no escuro da noite. Conversa fiada e banal. Coisas que se houve no bar. Na cozinha. Na sala de espera do dentista. Poética barata. Mas as mãos estavam tensas, a dureza era de alma e não só de frio. Falava empolado pra esconder a ignorância. Ria demais pra não falar asneiras. Cada hora se sentia mais fantasmagórico. "Que bobagem" diziam ao seu redor. Mas ele se sentia mais aparte de tudo que antes o formava, ou que ele achou que formava. Ao seu redor sentia apenas um grande vazio. Um copo vazio. Um corpo vazio. Ardendo de palavras e pequenos anseios que não sabia responder. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Encostou por acaso a boca na ponta do lábio dela, ficou assim, numa maciez de segundos. Uma máciez roubada. Havia tristeza nos seus olhos e uma certa indignação. O acaso mais uma vez lembrava como era solitário ao seu lado. A sua frente. Às suas costas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;As mãos rijas, estátua contemporânea de um corpo sem frutos. Amores nulos o percorriam como formigas. Dentro das suas calças, camisas, meias, sapatos. Apenas uma coisa mole e folgada balançava dentro de si. Sentia-se solto, mas não liberto. Livro aberto com siglas em todas as páginas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Deixou um pouco mais a lembrança do abraço sensato, dos braços que pouco a pouco o enlaçaram, sem força, sem manejo, assim arquejando, o peito ficou miúdo. Não era nada demais. Apenas um daqueles momentos em que o corpo fica vidraça e qualquer vento transpassa e racha. Mas ali ficou aninhado, num horizonte macio, sem trejeito. Era vazio ao seu lado. E suas mãos eram frias como gelo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7812576545062201440-7028613846363438280?l=trakamorim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://trakamorim.blogspot.com/feeds/7028613846363438280/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2010/06/cigarro-solto-n-12.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/7028613846363438280'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/7028613846363438280'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2010/06/cigarro-solto-n-12.html' title='Cigarro solto nº 12'/><author><name>Trak Amorim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14059994867803734306</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_n-NRfoytPUg/TKuAsP9QijI/AAAAAAAAAAM/47lJARfxvhQ/S220/S6300594+-+C%C3%B3pia.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7812576545062201440.post-1064713647822414619</id><published>2010-06-07T14:02:00.000-07:00</published><updated>2010-06-07T14:31:16.343-07:00</updated><title type='text'>Poema degenerado nº4</title><content type='html'>Intensificado o degelo&lt;br /&gt;corre entre as retinas&lt;br /&gt;a saliva não impressa em teus nervos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na flora seca das avenidas&lt;br /&gt;cheias de carbonos, carbonetos&lt;br /&gt;resisti um soneto de larvas&lt;br /&gt;e lantejoulas&lt;br /&gt;misto de querer estar&lt;br /&gt;e querer partir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A força bruta do meu peito&lt;br /&gt;arromba&lt;br /&gt;a letra degelada&lt;br /&gt;e dentro das minhas formas&lt;br /&gt;uma cascata se move&lt;br /&gt;em uníssono&lt;br /&gt;grito&lt;br /&gt;pela rua afora&lt;br /&gt;sem desgosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atrás das cordas vocais&lt;br /&gt;cansadas e rubras&lt;br /&gt;ficou a sombra do teu nome&lt;br /&gt;agora oco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Findado o degelo das retinas&lt;br /&gt;fica espaço vago&lt;br /&gt;para outras feridas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7812576545062201440-1064713647822414619?l=trakamorim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://trakamorim.blogspot.com/feeds/1064713647822414619/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2010/06/poema-degenerado-n4.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/1064713647822414619'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/1064713647822414619'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2010/06/poema-degenerado-n4.html' title='Poema degenerado nº4'/><author><name>Trak Amorim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14059994867803734306</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' 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ainda assim gasto letras na tua palma roxa&lt;br /&gt;e gasto letras pra tua alma dura&lt;br /&gt;e mesmo assim me comovo&lt;br /&gt;com a tua envergadura de alma&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;és sem querer algo de bendito&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[se não houvesse algo de imediato e magnético seria apenas mais uma letra no alfabeto...]&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7812576545062201440-8221173876880964962?l=trakamorim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://trakamorim.blogspot.com/feeds/8221173876880964962/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2010/06/poema-degenerado-n-3.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/8221173876880964962'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/8221173876880964962'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2010/06/poema-degenerado-n-3.html' title='Poema degenerado nº 3'/><author><name>Trak Amorim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14059994867803734306</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_n-NRfoytPUg/TKuAsP9QijI/AAAAAAAAAAM/47lJARfxvhQ/S220/S6300594+-+C%C3%B3pia.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7812576545062201440.post-5396587966376217358</id><published>2010-06-06T16:49:00.000-07:00</published><updated>2010-06-06T18:21:46.767-07:00</updated><title type='text'>Cigarro solto e molhado nº10</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Indiscútivel. Foi a forma que pude compreender o verbo dela sobre mim. Era imutável. Não questionável. Ela não queria que eu fosse qualquer coisa além de mais alguém na lista de emails. E eu, na constante insistência de uma frincha perdi as mãos tateando suas paredes. Em si tão grossas, duras e impenetráveis. Abateu-se sobre meu riso uma certa tristeza por uma derrota já declarada. Um sentimento de partida sem regresso. Na verdade nem chegar, nem aproximar. Vendo meus atos não conjuro erros, pra ela deixei um pouco do meu lado mais paciente, não digo doce, porque a doçura depende de um querer. Mas tentei transparecer um pouco. Talvez meu pouco impulsivo. Talvez meu muito de esquizofrênico. Talvez o pueril...talvez não tenha sido o jeito certo. O lado certo,mas agora pouco importa. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Inútil é tentar perseguir borboletas mesmo, elas fogem. Mas também inútil é esticar a mão. Arredia como é. Convem-me ficar quieto. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7812576545062201440-5396587966376217358?l=trakamorim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://trakamorim.blogspot.com/feeds/5396587966376217358/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2010/06/cigarro-solto-e-molhado-n10.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/5396587966376217358'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/5396587966376217358'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2010/06/cigarro-solto-e-molhado-n10.html' title='Cigarro solto e molhado nº10'/><author><name>Trak Amorim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14059994867803734306</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_n-NRfoytPUg/TKuAsP9QijI/AAAAAAAAAAM/47lJARfxvhQ/S220/S6300594+-+C%C3%B3pia.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7812576545062201440.post-8214582250848150973</id><published>2010-06-04T21:18:00.000-07:00</published><updated>2010-06-04T21:54:37.041-07:00</updated><title type='text'>Solto e frio nº 9</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Chuva doce e fria. Intensa. Queda por entre os telhados, infiltrando-se nas almas insones. Nas xícaras de café gelado. Nas sobras de pizza sobre a mesa. Nas letras amarfanhadas dentro dos bolsos. Lava as calçadas de seus vômitos, mijos, jatos de sonho, esperma e sentenças quebradas. Deixa no espaço apenas o som e o odor de sua presença. E deixa em mim um pouco mais de carinho. E deixa em mim um pouco menos de espera. Talvez um pensamento não concluído. No meio do caminho a certeza de que ao mirante eu não chego nessa noite, não verei a cidade de cima, ao lado das estrelas, talvez a veja de lado e de longe, apoiada no beiral de uma janela de esguelha. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7812576545062201440-8214582250848150973?l=trakamorim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://trakamorim.blogspot.com/feeds/8214582250848150973/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2010/06/solto-e-frio-n-9.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/8214582250848150973'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/8214582250848150973'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2010/06/solto-e-frio-n-9.html' title='Solto e frio nº 9'/><author><name>Trak Amorim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14059994867803734306</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_n-NRfoytPUg/TKuAsP9QijI/AAAAAAAAAAM/47lJARfxvhQ/S220/S6300594+-+C%C3%B3pia.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7812576545062201440.post-49615582520032709</id><published>2010-06-04T11:06:00.000-07:00</published><updated>2010-06-04T11:21:43.537-07:00</updated><title type='text'>Cigarro solto nº8</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Não era o bastante. Por mais que a visse por trás do box esfumaçado e a ouvisse cantar belas melodias e recobrisse a memória com algo de intenso, não era o bastante. O carinho ao cortar as cebolas, o jeito tenso de fumar compulsivamente. O pentear os cabelos ainda úmidos do vapor quente do chuveiro. Não era o bastante para lhe trazer o amor aos olhos. E nessa impossibilidade sentia-se vazia. E ainda que pensasse nisso, sentia-se alheia ao ouvi-la cantar e tinha a cabeça noutra parte. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E por vezes escolhia o lado triste e solitário das coisas. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7812576545062201440-49615582520032709?l=trakamorim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://trakamorim.blogspot.com/feeds/49615582520032709/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2010/06/cigarro-solto-n8.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/49615582520032709'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/49615582520032709'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2010/06/cigarro-solto-n8.html' title='Cigarro solto nº8'/><author><name>Trak Amorim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14059994867803734306</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_n-NRfoytPUg/TKuAsP9QijI/AAAAAAAAAAM/47lJARfxvhQ/S220/S6300594+-+C%C3%B3pia.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7812576545062201440.post-2861632177587576954</id><published>2010-06-01T13:59:00.000-07:00</published><updated>2010-06-01T14:03:42.777-07:00</updated><title type='text'>Poema degenerado pelo frio nº2</title><content type='html'>Solo&lt;br /&gt;cantado em solo&lt;br /&gt;ardendo em polos&lt;br /&gt;opostos&lt;br /&gt;o vento corta o rosto&lt;br /&gt;em dobras&lt;br /&gt;e faz das mãos&lt;br /&gt;portas&lt;br /&gt;para toda a ansiedade&lt;br /&gt;que impede o riso&lt;br /&gt;Em meio aos deslizes&lt;br /&gt;em meio a tanta retórica&lt;br /&gt;eu hoje nada faço&lt;br /&gt;senão deitar-me em letras&lt;br /&gt;forrar-me delas&lt;br /&gt;vomita-las&lt;br /&gt;agredi-las&lt;br /&gt;usurpa-las&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e eu que não sou de letras&lt;br /&gt;caio num resquício&lt;br /&gt;e eu que não sou de perdas&lt;br /&gt;delineio precipícios&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me cansa o ritmo da caça&lt;br /&gt;cansa-me a inconstância&lt;br /&gt;as letras fogem, sobem&lt;br /&gt;se matam&lt;br /&gt;dentro da minha cabeça&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Solo&lt;br /&gt;num solo&lt;br /&gt;de baixo&lt;br /&gt;me desmancho&lt;br /&gt;no frio das mãos&lt;br /&gt;os calos&lt;br /&gt;da saudade adulterada&lt;br /&gt;e do amor expandido&lt;br /&gt;pela cidade cinza e enevoada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7812576545062201440-2861632177587576954?l=trakamorim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://trakamorim.blogspot.com/feeds/2861632177587576954/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2010/06/poema-degenerado-pelo-frio-n2.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/2861632177587576954'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/2861632177587576954'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2010/06/poema-degenerado-pelo-frio-n2.html' title='Poema degenerado pelo frio nº2'/><author><name>Trak Amorim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14059994867803734306</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_n-NRfoytPUg/TKuAsP9QijI/AAAAAAAAAAM/47lJARfxvhQ/S220/S6300594+-+C%C3%B3pia.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7812576545062201440.post-658061795860157649</id><published>2010-06-01T13:49:00.001-07:00</published><updated>2010-06-01T14:06:09.849-07:00</updated><title type='text'>Poema degenerado pelo frio</title><content type='html'>Dentro o batimento. Quem sabe não veja.&lt;br /&gt;Nem seja possível.&lt;br /&gt;Aqui no atropelo, meio invisível&lt;br /&gt;fica tóxico, estático perigo.&lt;br /&gt;Denigre&lt;br /&gt;o silêncio que me emponho&lt;br /&gt;mas na cara rota de manhãs a olhar-te&lt;br /&gt;bem sabes no que gasto meus olhos&lt;br /&gt;e bem sabes que nadas tem com isso.&lt;br /&gt;Que gasto meus olhos por pura tolice&lt;br /&gt;que encontro motivos pra distância&lt;br /&gt;e cultivo&lt;br /&gt;rabanetes venenosos no meu prato.&lt;br /&gt;Engulo a saliva&lt;br /&gt;crio abismos&lt;br /&gt;no calor do meu corpo&lt;br /&gt;que queria ser seu&lt;br /&gt;nas mãos que ansiavam&lt;br /&gt;por dormir nas suas&lt;br /&gt;e ainda tolas, requebram&lt;br /&gt;no meneio de um adeus sem resposta.&lt;br /&gt;Bem sabes que o meu lar é dos idiotas&lt;br /&gt;que acreditam no amar&lt;br /&gt;como força motriz da vida&lt;br /&gt;e intensos querem ladrar&lt;br /&gt;pelas janelas sem ouvidos&lt;br /&gt;ao ridículo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se de nada disso sabes&lt;br /&gt;tenho imerso em mim&lt;br /&gt;o calor de um inferno que é teu&lt;br /&gt;de uma boca que te delineia&lt;br /&gt;e de uma espera silenciosa entre os escombros&lt;br /&gt;Sou toda de amor&lt;br /&gt;embora nem em sonho diga que amo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7812576545062201440-658061795860157649?l=trakamorim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://trakamorim.blogspot.com/feeds/658061795860157649/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2010/06/poema-degenerado-pelo-frio.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/658061795860157649'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/658061795860157649'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2010/06/poema-degenerado-pelo-frio.html' title='Poema degenerado pelo frio'/><author><name>Trak Amorim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14059994867803734306</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_n-NRfoytPUg/TKuAsP9QijI/AAAAAAAAAAM/47lJARfxvhQ/S220/S6300594+-+C%C3%B3pia.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7812576545062201440.post-269159063075563787</id><published>2010-06-01T13:19:00.000-07:00</published><updated>2010-06-01T13:41:36.355-07:00</updated><title type='text'>Solto nº 7</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;- Há se fosse assim eu parava de fumar! Deixava o cigarro dentro do bar, ainda fechado no plástico. Se fosse fácil assim, você fala, porque não sabe, porque não sabe da história uma vírgula...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Mas nem teve história criatura!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Não teve tua fuça! o jeito que ele olhou pra mim pedindo um murro bem no meio do queixo!! ah se pediu...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Tá falando do que??? Você nem chegou perto dele...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- falei que ele pediu, não falei que acertei, se vocês não me segurassem....nossa...ia voar dente!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-...você só ficou parado olhando...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- vou no banheiro&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- tss garçom mais um conhaque com mel.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;( no banheiro)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- deixa ele ver se eu não acerto...se não tivesse tão frio eu quebrava o queixo dele...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;tamborilando no azulejo amarelado do banheiro&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- caramba...porra...SERÁ QUE VOCÊ NÃO PERCEBE QUE EU FICO DANDO VOLTAS TENTANDO CHEGAR PERTO? QUERENDO SABER PORQUE SÓ VOCÊ ME TIRA DO SÉRIO???CARALHO, CARALHO, CARALHO!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;(de volta à mesa)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- velho... que gritaria foi aquela? tava falando com a privada? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- nada..&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- tava fazendo declaração de amor pra privada? para de beber...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- eu só tava pensando porque ela escolheu aquele imbecil..&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- para de pensar nisso, desencana cacete...toma o seu conhaque vai..&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- ah você não sabe da história...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Blá, bobagem! nunca vi ninguém ficar tão puto por um programa de TV!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- mas..mas eu escrevi as cartas, mandei emails, fiquei do lado dela, ri das piadas bestas dela, até aguentei a TPM dela!! porra custava me convidar pra ser o ator principal??&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- uahauhauahua ema ema ema&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- AH! não custava nada! o que aquele momgoloíde tem que eu não tenho?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- na boa? além de uma cara dez vez mais bonita que a sua, ele não é tão chato rs e ninguém te disse que paparicar a produtora ia adiantar alguma coisa, você não leva o menor jeito pra Don Juan..&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Merda!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7812576545062201440-269159063075563787?l=trakamorim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://trakamorim.blogspot.com/feeds/269159063075563787/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2010/06/solto-n-7.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/269159063075563787'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/269159063075563787'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2010/06/solto-n-7.html' title='Solto nº 7'/><author><name>Trak Amorim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14059994867803734306</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_n-NRfoytPUg/TKuAsP9QijI/AAAAAAAAAAM/47lJARfxvhQ/S220/S6300594+-+C%C3%B3pia.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7812576545062201440.post-1225386242507542289</id><published>2010-05-31T13:51:00.000-07:00</published><updated>2010-05-31T13:56:57.068-07:00</updated><title type='text'>Solto nº2</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Há coisas que a força não vence. Os argumentos não cabem. Nem mesmo o refúgio do corpo moldado revela. Tem coisas que precisam ser esquecidas. Admitir a perda. Deixo que o vento frio leve uma série de inquietações, alusões. Pensamentos equivocados demais. Em espaços de tempo curtos demais. Há coisas que o olhar não penetra. A retina não decifra. Verbos de ação que no fim residem inertes na língua, apenas verbos, nunca concretos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por um minuto pensei na utilidade do tempo, na experiência da dor e do silêncio. Tem coisas que realmente não podem ser vistas, que dirá compreendidas por um olho qualquer.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7812576545062201440-1225386242507542289?l=trakamorim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://trakamorim.blogspot.com/feeds/1225386242507542289/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2010/05/solto-n2.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/1225386242507542289'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/1225386242507542289'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2010/05/solto-n2.html' title='Solto nº2'/><author><name>Trak Amorim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14059994867803734306</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_n-NRfoytPUg/TKuAsP9QijI/AAAAAAAAAAM/47lJARfxvhQ/S220/S6300594+-+C%C3%B3pia.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7812576545062201440.post-5187060010226614030</id><published>2010-05-30T07:43:00.000-07:00</published><updated>2010-05-30T08:16:50.299-07:00</updated><title type='text'>Balada da noite invisível (fragmento)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;As ruas estavam vazias. Apenas faróis de carros. Janelas indiscretas. E quem sabe alguns cigarros pontuavam o caminho até o metrô. Que com certeza estaria fechado. Mesmo assim continuou, não havia pressa de chegar em casa, dava voltas no quarteirão escuro, divertindo-se em achar as sombras dessa ou daquela pessoa, que ocultava atrás de um poste um roubo, uma masturbação, um beijo ou simplesmente a relação dolorosa com o vazio que a noite perpetrava. Deixava os pés tocarem carcaças de coisas, restos de canetas, hot dogs, cachorros friorentos, camisas, cigarros, poças d'água. Seu próprio corpo era uma carcaça vagando sem rumo exato. Apenas descolado da paisagem por se mover. De resto era sombra, densa e árida.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- que merda de noite... Não fico assim a tanto tempo, com vergonha de existir, alias, com essa sensação de não existir, de ser meio invisível, como o são os ratos, os trapos e as moscas. Mas eu tentei, deixar meu corpo móvel em algum lugar, mas não deu certo. Continuei deslocado, sem pertencer e agora, deslocado por deslocado eu me movo...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Do alto dos apartamentos, sons efusivos, pequenas festas, ranhuras de pele, a existência pedindo passagem. Sentiu-se um voyeur, a merda de voyeur ali naquelas ruas. E a vida onda estaria a sua vida? Em que buraco ele a enfiou? Chutou mais um ou dois pedaços de hanburguer. O metrô montou-se a sua frente, impassivelmente hermético.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- previsível... como tudo hoje. Sério, eu sabia como a coisa se daria do início ao fim. Mesmo. Sabia que ele ia ficar estático na minha frente. Sabia que não haveria tempo pra palavras. E que no fundo ninguém ligaria. Ninguém me veria. A cerveja depois foi pretexto.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Deu a volta no quarteirão, o caminho seria três vezes mais demorado, mais escuro, mais sujo e mais agradável. Ninguém estaria na rua além dele, dos gatos, sua sombra e dois ou três devassos. Era conformado. Um cara conformado com a derrota. Quando não ouviam o que tinha a dizer, mesmo tendo voz forte e alta. Ou quando ignoravam seu corpo no acúmulo do esbarro. Improvisado contato imediato sem grau. Tenso. Tenso. Sua vida era uma bosta. Aquele cara era uma bosta. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Nem gritou. Nem pediu. Peidou. De medo. De arrogância. Tirou sarro da minha cara. Essa rua cheira melhor. Quando eu apontei o 38 na cara dele...foi seco. Sem graça. Sem riso. Espirrou na camisa. Tipo molho de tomate...e depois. O bar. O bar. E eu era menos que o tampo da mesa. Menos perceptível que ..que..sei lá... a porra da vagabunda varizenta...ela tinha mais sorrisos do que eu...eu me senti um idiota. Eu tinha acabado de apagar um mané, tinha um 38 no bolso e fiquei ali sentado numa mesa de bar de oitava categoria, tentando me enturmar com os amigos dela...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aquela rua era longa. Sórdida. Cheia de entrelaçamentos viscerais adormecidos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-...e eu tenho a merda de um 38 no bolso....&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7812576545062201440-5187060010226614030?l=trakamorim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://trakamorim.blogspot.com/feeds/5187060010226614030/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2010/05/balada-da-noite-invisivel-fragmento.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/5187060010226614030'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/5187060010226614030'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2010/05/balada-da-noite-invisivel-fragmento.html' title='Balada da noite invisível (fragmento)'/><author><name>Trak Amorim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14059994867803734306</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_n-NRfoytPUg/TKuAsP9QijI/AAAAAAAAAAM/47lJARfxvhQ/S220/S6300594+-+C%C3%B3pia.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7812576545062201440.post-1176088500377643056</id><published>2010-05-29T18:46:00.000-07:00</published><updated>2010-05-29T18:55:44.432-07:00</updated><title type='text'>Dias de karaokê</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Não sei o que exatamente passa pela cabeça, confesso há um que de alcóol aqui dentro. Um "q" de ciúme. E talvez uma proposição. Não sei o que se passa dentro da cabeça alheia, mas pra mim é mais que corpo, mais que saliva, é ter prazer na companhia, em aguentar os arrombos de exaltação, é querer apenas estar perto. Apenas ficar ali imóvel. Apenas entender a necessidade do silêncio ou de outra companhia.  Querer gostar da sua presença, do seu riso, do seu sotaque, mesmo sabendo que esteticamente eu seja comparável a um mercenário. Apenas apesar de tudo ficar ali ouvindo textos, debatendo idéias, trocando cores, estando vivo, assim no gerúndio mesmo, ficar ali trocando estéticas, períodos compostos, textos, monólogos. Descobrindo o quanto de mim existe nas entrelinhas, o quanto da letra existe nas figuras.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É engraçado, como apesar do Não, eu gosto de existir.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7812576545062201440-1176088500377643056?l=trakamorim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://trakamorim.blogspot.com/feeds/1176088500377643056/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2010/05/dias-de-karaoke.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/1176088500377643056'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/1176088500377643056'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2010/05/dias-de-karaoke.html' title='Dias de karaokê'/><author><name>Trak Amorim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14059994867803734306</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_n-NRfoytPUg/TKuAsP9QijI/AAAAAAAAAAM/47lJARfxvhQ/S220/S6300594+-+C%C3%B3pia.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7812576545062201440.post-7279334280566620766</id><published>2010-05-26T14:34:00.000-07:00</published><updated>2010-05-26T14:57:18.890-07:00</updated><title type='text'>Entre as linhas e os pontos uma mão</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Guardado na gaveta ele morre. A cor esmorece. As linhas se dissolvem. Todo o sentido da criação escoa na prateileira, amorterce a tensão, deixa flácida a intenção. Morre. Um desenho dentro da gaveta é triste. Ele sofre porque vive apenas para os olhos do seu criador. As palavras da mesma forma, que borbulham na veia de modo tão intenso que sufocam-se de amor, morrem se acometidas pela mão pesada do seu criador. Se apenas guardadas para seus olhos fazem sentido. O texto, o ponto, a linha, a gramática poética só tem sentido se toca a mão de outrem, o coração, a pele, a carne, qualquer parte, de outrem. Se recebem lábios, significações e desejos conspirados de outrem. O meu teatro sobrevive de linhas vivas, que sempre se modificam e se transformam na pele. Saem dos meus poros, as linhas vigorosas ou leves, e permeiam no olho do outrem a sua imagem semi acabada. Mas acabada é palavra inexata quando se fala ao coração. E se as linhas não puderem chegar ao átrio, ao sangue de que valem? Se aquilo que eu aspiro está sempre fora de mim. Se aquilo que eu sinto , transporto pra fora, no simples ato de não morrer. Porque a paixão dentro de mim, sufoca as vezes. Marca a pele de modo intenso. Deixa vergões. Essa paixão move meus pés, mãos, meneios de cabeça. A criação em si move minha cabeça. E o meu peito já dotado de fúria natural procura a catarse. Procura na imagem o estopim da minha amada loucura. Do meu devaneio apaixonado, e por vezes da minha dor. Essa minha aversão ao quadrado da gaveta me vale mal entendidos. Essa aversão ao fechado e ao medo ( que sim me domina em horas furtivas do dia) me compõe toda manhã. Se agora já não sinto aquele pulso acelerado é porque não manejo o lápis. Não manejo a real arma do meu peito. Sinto-me desarmada.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E se em algum momento colocares o que é meu, essa parte que é minha na sua gaveta, saibas que vai me matar. Não digo pra expor em bandeirola, mas pra simplesmente deixar viver. Dentro das suas palavras e das minhas linhas o sentimento vivo, obssessivo e opressor e lento, tem que suportar mais que a amarração que empomos, tem que suportar mais que os olhos alheios, tem quer ser mais que a saliva do criador, pra ser um pássaro fora do horizonte. Além do horizonte. No caminho da Lua.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7812576545062201440-7279334280566620766?l=trakamorim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://trakamorim.blogspot.com/feeds/7279334280566620766/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2010/05/entre-as-linhas-e-os-pontos-uma-mao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/7279334280566620766'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/7279334280566620766'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2010/05/entre-as-linhas-e-os-pontos-uma-mao.html' title='Entre as linhas e os pontos uma mão'/><author><name>Trak Amorim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14059994867803734306</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_n-NRfoytPUg/TKuAsP9QijI/AAAAAAAAAAM/47lJARfxvhQ/S220/S6300594+-+C%C3%B3pia.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7812576545062201440.post-6035234858478107460</id><published>2010-05-25T12:10:00.000-07:00</published><updated>2010-05-25T12:25:32.687-07:00</updated><title type='text'>Pequenas folhas sobre o peito</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;"Havia um tempo em que eu vivia um sentimento quase infantil. Havia o medo e a timidez todo um lado que você nunca viu..."&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;tocando no rádio. Ao lado do cinzeiro. Cheio de bitucas. Espaços de tempo esquecidos entre os ponteiros de um relógio imaginário. Havia algo dentro dele que não se movia. Houve por um segundo um espasmo. ( ontem, hoje, pela manhã?) Ela havia visto algo nele. Talvez lido nas suas entrelinhas alguma piada, algum sarcasmo, que no fundo de tudo era menos que uma insegurança, mais que um desejo. Equiparado apenas ao silêncio. Dentro da sua boca fendida por palavras inquietas, por datas e números de telefone, tentou manter a aparente calma. Mas a verdade é que ele estava calmo. O pouco que havia dela em si era bom. Não havia de perder aquela pequena conquista. Tragou mais uma vez. Ou duas. Tomou um gole de conhaque. Suspirou. Abriu a janela sem se mover da poltrona. Porque estava sentado, perto da janela, entre o cinzeiro e o rádio. Deixou a música nostálgica entrar pelos seus ouvidos, incorporar-se na pele. Ficou ali parado. Horas. Minutos. Instantes? Deixou apenas os olhos fechados. Por muitas vezes desejava ser menos que um homem, menos que a mobília que habitava, menos que o cinzeiro e as bitucas, mas sempre seria mais que isso. Pelo simples fato de sentir. Embora, como hoje, se sentisse menos. E nesse sentir, queria ser. Apenas um pedaço de asfalto. Um teco de camisa. Um resto de aguardente. Um pouco de querosene. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7812576545062201440-6035234858478107460?l=trakamorim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://trakamorim.blogspot.com/feeds/6035234858478107460/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2010/05/pequenas-folhas-sobre-o-peito.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/6035234858478107460'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/6035234858478107460'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2010/05/pequenas-folhas-sobre-o-peito.html' title='Pequenas folhas sobre o peito'/><author><name>Trak Amorim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14059994867803734306</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_n-NRfoytPUg/TKuAsP9QijI/AAAAAAAAAAM/47lJARfxvhQ/S220/S6300594+-+C%C3%B3pia.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7812576545062201440.post-6280723857598497701</id><published>2010-05-23T20:42:00.000-07:00</published><updated>2010-05-23T21:10:03.751-07:00</updated><title type='text'>Quando só um soco direto no queixo ajeita os dentes</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Tentar é um verbo, é uma ação. É não manter-se impotente diante de um músculo que tensionado ama, odeia e retorna ao seu estado natural. E mesmo cheio de uma dor latente, poque o pobre se doa tão rápido, tão intenso (teria fogo pra dois infernos e uma chaleira no céu), e se perde na galáxia fria tão rápido. Sempre tão rápido. Sempre e nunca. Deve haver algo de terrivelmente errado nesse corpo, nessa alma, nesse peito de merda, que difamado, mesmo quando elogiado, se sente mendigo, o pior dos bêbados, o maior dos tolos. O punheiro na sala de jantar. O masturbador de crianças. Se sente impotente. Tentar é um verbo. Uma hemorragia.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando o sonho era tão doce, e te parecia tão próximo. Próximo. Só se for dentro dessa imaginação. A realidade jogou uma pedra na janela e disse " Hey acorda, olha direito, não é nada disso, você com certeza é um bendito zero a esquerda e ela tem mais o que fazer". Realmente deve haver alguém que mantenha aquele coração aquecido. Tentar é uma merda. Mas necessária. Tentar é o que mantém o coração difamado, ainda atento nos versos de Augusto.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tentar é o que eu não quero mais, quero voltar a ser um zumbi. Voltar a ter corpos como quem tem galhos nas mãos. Sem destino. Sem decência. Porque depois de muito tempo, ela foi a única que fez algo se mover dentro dessa casca. E mesmo assim.... tentar é uma desculpa. Tentar é viver. E isso é muito auto ajuda. Muito auto comiserativo. E eu não preciso disso. Doi. Doi. Um bocado. A recusa é uma vergonha. A recusa me deixa doente. Mas tentar é inevitável. É cortar a mão várias vezes por dia. É mutilação de sensações. É se abrir e se deixar invadir pra alguém te deixar a deriva. Tentar é tudo que eu NÃO deveria ter feito e Só o que me cabia. Antes isso que a aparência flácida da imaginação apaixonada. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7812576545062201440-6280723857598497701?l=trakamorim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://trakamorim.blogspot.com/feeds/6280723857598497701/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2010/05/quando-so-o-um-soco-direto-no-queixo.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/6280723857598497701'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/6280723857598497701'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2010/05/quando-so-o-um-soco-direto-no-queixo.html' title='Quando só um soco direto no queixo ajeita os dentes'/><author><name>Trak Amorim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14059994867803734306</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_n-NRfoytPUg/TKuAsP9QijI/AAAAAAAAAAM/47lJARfxvhQ/S220/S6300594+-+C%C3%B3pia.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7812576545062201440.post-3516172352148774295</id><published>2010-05-18T18:08:00.000-07:00</published><updated>2010-05-18T18:59:50.572-07:00</updated><title type='text'>Roxo e azul</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Uma sensação perdida entre os dedos, como um pedaço de sonho entre os olhos ao acordar. Fica nos lábios uma palavra inaudível. Algo que não se reconhece de imediato. Ato. Estranho. Intenso. Metafórico. Erótico. Oco. Paradoxal. Roxo. Azul. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Uma alegria meio besta, de paulista. Típica nos dias de chuva. Sensual sem ser retina. Fico na espera. Percebe a linha? Eu traço retas nas curvas que imagino. Solitário. Mas eu gosto do gosto que o vento deixa na boca quando passa no meio de um respiro, suspiro. Qual era o nome? Não, sei, bombeia sangue. Bombeia sonho. Num dia triste, noutro Balzac. Sem explicações para o acaso que mora nas minhas linhas, sem tempo pra reconstituir os passos da Lua até o chão quente feito de asfalto, gotas de alcool, beijos salivados e invasões silenciosas de corpos. Para os livros sonhados cheios de páginas desenhadas, incabandas, esboçadas de olhos, bocas, quadrados de pele nua, palavras vivas e transpirantes. Ontem eu imaginei um mar de cimento pras minhas sensações, mas algo vivo sapateou dentro das minhas veias, linhas envolventes. Uma mulher pode ser muito mais que apenas uma mascara de beleza, dura e esmaecida. Na linha que te torna bela existe uma linha paralela que me torna viva. E no processo de troca de desejos ocultos, vive um prazer calado que não fica fisíco nem explícito, mas ainda assim quente. Roxo. Vermelho.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7812576545062201440-3516172352148774295?l=trakamorim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://trakamorim.blogspot.com/feeds/3516172352148774295/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2010/05/roxo-e-azul.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/3516172352148774295'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/3516172352148774295'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2010/05/roxo-e-azul.html' title='Roxo e azul'/><author><name>Trak Amorim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14059994867803734306</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_n-NRfoytPUg/TKuAsP9QijI/AAAAAAAAAAM/47lJARfxvhQ/S220/S6300594+-+C%C3%B3pia.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7812576545062201440.post-2608675154593691704</id><published>2010-05-17T11:33:00.001-07:00</published><updated>2010-05-17T11:44:02.683-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Se for embora e resolver me deixar a deriva, deixe a porta encostada. Não a feche totalmente, não custa nada permitir uma frincha de luz na escuridão da sala. Não se preocupe em apagar as marcas das paredes, seus vestígios do teclado, do telefone ou da mesa da cozinha. Deixe algo que me lembre que você existe. Não me deixe assim sem nada, avulsa, aberta na noite. Não permita que eu me prostitua em conversas fiadas em noites sem fim, nem que eu me dilua em copos e bocas e roupas e números de telefone, que bem da verdade, não me interessam. Esse sentimento bandido que me afasta do real objetivo da letra, da minha existência enquanto viciada. A necessidade de te sentir pra viver. De te respirar pra produzir, me subdividir...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;...Aonde raios foi parar meu tesão? E com ele onde foi meu alívio? No momento não há paixão calcinando meus ossos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7812576545062201440-2608675154593691704?l=trakamorim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://trakamorim.blogspot.com/feeds/2608675154593691704/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2010/05/se-for-embora-e-resolver-me-deixar.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/2608675154593691704'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/2608675154593691704'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2010/05/se-for-embora-e-resolver-me-deixar.html' title=''/><author><name>Trak Amorim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14059994867803734306</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_n-NRfoytPUg/TKuAsP9QijI/AAAAAAAAAAM/47lJARfxvhQ/S220/S6300594+-+C%C3%B3pia.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7812576545062201440.post-3120176208560266094</id><published>2010-05-17T11:04:00.000-07:00</published><updated>2010-05-17T11:19:44.073-07:00</updated><title type='text'>Dois copos e um celular tocando</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Cobranças de todos os lados. Sentimentais. Viscerais. De horário. De postura. "Fulano está chateado com você". " Beltrano ficou puto porque você sumiu"."Você prometeu tal coisa e não fez". De certo que não sou um anjo e tenho parcela de culpa, mas a minha natureza não permite essa invasão do meu tempo. Esse querer-me o tempo todo. Não quero ser de ninguém dessa forma nem pertencer à rotinas. Sejam elas de trabalho, de sexo, de amigos. Quero a minha ilha, o meu pequeno pedaço de asfalto, de cheiro de chuva pela manhã. Um pouco de cerveja pra amenizar a solidão. E só. Sem classe, mistério ou desculpas. Se não estiver apaixonada pelo corpo, pela folha de papel, pela idéia não adianta. Por obrigação enrolo. Não faço. Faço feio. O profissionalismo vai ladeira abaixo, porque o meu é motivado por paixão. É preciso queimar, eu preciso sentir correr na veia. Se não corre, estatela e morre na parede. De cara. E ultimamente aquilo que tem tomado grande parte do meu tempo são coisas amenas, sem desejo. Apenas uma ou duas coisas me fazem dormir tarde pra pensar naquilo, me fazem não dormir. Algumas pessoas mexem com meu corpo mas não com meu coração. E outra com o coração, mas ai, é outra história. É outra mesa de bar, outro conto não linear. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tenho vontade de satisfazer a todos, dar o que tanto querem de mim, pra que simplesmente parem de me torrar. Pra que fiquem felizes e me deixem no meu canto. Mas pra variar sou sincera demais. Me desgasto demais com tentativas de concertar manhãs alheias e deixo as minhas empoeiradas. Pra variar existe um paradoxo entre ficar só e desnudar o mundo pra construi-lo diferente.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7812576545062201440-3120176208560266094?l=trakamorim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://trakamorim.blogspot.com/feeds/3120176208560266094/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2010/05/dois-copos-e-um-celular-tocando.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/3120176208560266094'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/3120176208560266094'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2010/05/dois-copos-e-um-celular-tocando.html' title='Dois copos e um celular tocando'/><author><name>Trak Amorim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14059994867803734306</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_n-NRfoytPUg/TKuAsP9QijI/AAAAAAAAAAM/47lJARfxvhQ/S220/S6300594+-+C%C3%B3pia.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7812576545062201440.post-1151970066757852428</id><published>2010-04-19T12:21:00.000-07:00</published><updated>2010-04-19T13:12:11.334-07:00</updated><title type='text'>Breve percurso da Consolação à Pça. Roosevelt</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Sentir-se atraído por alguém é o mesmo que acionar uma bomba relógio atada à goela. A sensação é a mesma. Impossível. Frustrante. Deliciosa. Por mais que pontas de dor existam, as dobras de prazer transpassam. E mesmo que a explosão seja inevitável, ela trás dentro de si uma quantidade enorme de rostos, mãos, palavras, anseios e copos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Deixou que a sensação se internalizasse.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ele deixou mais que duas palavras sobre o criado mudo. Mais que uma vontade. Deixou ali uma parte doce da sua palma, uma manhã pra ficar na memória, simplesmente um dia na sua imaginação. Rabicou. Rabiscou. Reescreveu. Amassou. E deixou dentro do lixo todas as cinco linhas que tendiam a denuncia-lo. Ficou livre dos seus amores, deixou que seus vinte e cinco paragráfos fossem preeenchidos por tabelas, relatórios, manhãs com rostos novos, velhos, fotografias aleatórias. Deixou dentro daquele lixo alguma coisa de si.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ela nem mesmo respirou. Ficou parada atrás da porta. Na ponta dos pés. Silênciosa.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Dentro, pulsando, repirando solto, como se houvesse um imenso horizonte rosado a sua frente. Livre de qualquer gaiola. Respirando rápido. Deixando um passo de cada vez preso na sombra do chão. Entre as linhas do asfalto.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E no fim do dia, nada ocorreu além do esperado. Ele ao lado do telefone, submerso em copos de café. Ela em algum lugar distante. O lixo cheio de resquícios emocionais. E o peito amarfanhado sem respostas para as noites terrivelmente iguais.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7812576545062201440-1151970066757852428?l=trakamorim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://trakamorim.blogspot.com/feeds/1151970066757852428/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2010/04/breve-percurso-da-consolacao-pca.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/1151970066757852428'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/1151970066757852428'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2010/04/breve-percurso-da-consolacao-pca.html' title='Breve percurso da Consolação à Pça. Roosevelt'/><author><name>Trak Amorim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14059994867803734306</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_n-NRfoytPUg/TKuAsP9QijI/AAAAAAAAAAM/47lJARfxvhQ/S220/S6300594+-+C%C3%B3pia.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7812576545062201440.post-1925003544851418969</id><published>2010-04-19T11:47:00.000-07:00</published><updated>2010-04-19T12:08:43.363-07:00</updated><title type='text'>Na distância de uma lance de escada ou dois ou mais</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Escrevi uma série de tentativas. Por vezes furtivas. Noutras descaradas. Algumas me escaparam aos olhos. Mas nas suas letras eu fico imersa, mesmo no silêncio. Na distância muito maior que dois lances de escada. E desde o primeiro dia, quando minha retina esbarrou na linha que te forma, poucas outras tomaram importância. Uma ansiedade me prende, uma felicidade infantil, uma prévia de desejo. Ali, encostada na pilastra que separa o corredor do pátio, linda, simplesmente linda. Sem precisar de esforço, sem precisar de palavras. Ele deu um pulo, parece folhetim de terceira categoria, mas ele deu um pulo, as gavetinhas foram todas desorganizadas dentro desse peito curioso. E ele tem ficado a espera, sem saber se corre, grita, se joga de vez ou se retraí num silêncio de aparente indiferença. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E quando acho que toda essa maré vai desembocar num céu constelado, encontro detalhes que deixam claro uma impossibilidade. Um roteiro de cinema ruim e convencional. Que posso fazer além de esperar? Até um fim não declarado me acertar direto no queixo. Entre um e outro corpo me distancio, na fria tentativa de não pensar em você. Que posso fazer?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7812576545062201440-1925003544851418969?l=trakamorim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://trakamorim.blogspot.com/feeds/1925003544851418969/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2010/04/na-distancia-de-uma-lance-de-escada-ou.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/1925003544851418969'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/1925003544851418969'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2010/04/na-distancia-de-uma-lance-de-escada-ou.html' title='Na distância de uma lance de escada ou dois ou mais'/><author><name>Trak Amorim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14059994867803734306</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_n-NRfoytPUg/TKuAsP9QijI/AAAAAAAAAAM/47lJARfxvhQ/S220/S6300594+-+C%C3%B3pia.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7812576545062201440.post-4834198805206764170</id><published>2010-04-05T08:19:00.000-07:00</published><updated>2010-04-05T08:21:23.367-07:00</updated><title type='text'>Os dias estacionados [na vaga para deficientes] de um homem ridículo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ninguém tem nada a ver com a dor de coluna. Se ele some por uma semana ou mais e aparece como um fantasma num determinado dia cobrando preocupações. Ninguém tem nada a ver com sua fuga de toda e qualquer responsabilidade. Com a sua fuga do mundo que quer acolhe-lo entre suas engrenagens. Ninguém tem nada a ver com seus julgamentos, seus excrementos verbais nas horas alcoólicas. Nos seus silêncios sem nada para dizer de útil quando as conversar surgem a todo vapor. Ninguém tem nada com isso. Se ele é a merda de um depressivo depreciativo, um animal sentimental que corroi as próprias tripas na busca de um consolo. Ninguém tem nada com as suas letras retorcidas, os seus apelos mudos por colo. Ninguém tem nada que melhorar a primeira imagem que fez dele. Ninguém&lt;br /&gt;E&lt;br /&gt;Esse ninguém é que tira suas noites de sono, suas forças mundanas que acabam em masturbações irreais com pessoas que nunca o viram com possibilidades incapazes de existir pela simples inércia do sonhador. A mascara da vítima ficou colada a sua face como se fosse sua sempre. Era uma brincadeira. Era uma defesa. Virou um hábito. E hoje ele pode se considerar apenas uma sombra de tudo que poderia ter sido. E cada hora que passa se torna mais tarde e longínqua a mudança. Ele já não quer. O corpo acostumou-se a posição parasitária.&lt;br /&gt;Ninguém tem nada a ver com a idéia de por uma bala na cabeça e deixar os respingos de sangue mancharem a parede branca, que nem é tão branca, é cheia de marcas de gordura de seus dedos, que na busca por uma fuga a percorreram fugazmente. Mas quem em sã consciência imaginaria dele todas essas impressões? Quem? Se das raras vezes que o viam ele parecia tão seguro, tão cheio de compromissos, tão cheio de palavras, datas horários, pessoas e números de telefone. Quem poderia imaginar que ele passava o dia inteiro trancado dentro de casa, nas paredes suburbanas da sua casa, ardendo entre sonhos de lugares comuns, com coisas que as pessoas comuns tinham. Com coisas que ele teria se saísse da inércia. Quem?&lt;br /&gt;Perceberia que por trás de toda a afetação existia uma solidão inabalada, que nem poderia caber num corpo tão mirrado. Que haviam sonhos tão grandes que a saliva se extinguiria na metade deles. Quem saberia de toda essa fauna de extremos, pesadelos e paixão se na sua face nada estava escrito e ao seu redor havia um pântano de pequenas intrigas e um invisível arame farpado?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7812576545062201440-4834198805206764170?l=trakamorim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://trakamorim.blogspot.com/feeds/4834198805206764170/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2010/04/os-dias-estacionados-na-vaga-para.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/4834198805206764170'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/4834198805206764170'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2010/04/os-dias-estacionados-na-vaga-para.html' title='Os dias estacionados [na vaga para deficientes] de um homem ridículo'/><author><name>Trak Amorim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14059994867803734306</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_n-NRfoytPUg/TKuAsP9QijI/AAAAAAAAAAM/47lJARfxvhQ/S220/S6300594+-+C%C3%B3pia.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7812576545062201440.post-8277566620118194896</id><published>2010-03-30T09:01:00.000-07:00</published><updated>2010-03-30T09:04:16.218-07:00</updated><title type='text'>BLACK BOX II</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Meu peito as vezes não se contenta em bater, ele queria um pouco mais, uma vaga noção de existir, que parece só ocorrer quando dois olhos azuis surgem do nevoeiro. Ultimamente tem sido assim, as folhas de papel sobre a mesa, a cabeça distante numa incerteza. Meu coração é uma caixa preta sem cena, no escuro do teatro sem atores. Me atualize no espaço mas me deixe mais solta. Só não me deixe dançando no escuro. Eu não aguento mais. A minha cenografia não existe sem um drama.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Se eu me esforçar, me encontro entre as suas dramaturgias?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7812576545062201440-8277566620118194896?l=trakamorim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://trakamorim.blogspot.com/feeds/8277566620118194896/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2010/03/black-box-ii.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/8277566620118194896'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/8277566620118194896'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2010/03/black-box-ii.html' title='BLACK BOX II'/><author><name>Trak Amorim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14059994867803734306</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_n-NRfoytPUg/TKuAsP9QijI/AAAAAAAAAAM/47lJARfxvhQ/S220/S6300594+-+C%C3%B3pia.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7812576545062201440.post-6256366935795955342</id><published>2010-03-27T13:11:00.000-07:00</published><updated>2010-03-27T13:12:27.010-07:00</updated><title type='text'>III. BLACK BOX</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Não me sentindo parte de nada. meu corpo em vários lugares sem pertencer a nenhum. O espaço urbano se torna estranho quando não há espaço em que se veja um rosto comum. Fico vagando entre espaços inertes, a alma adoece, que dirá o coração, que extirpado de sensação de realidade vaga dentro do corpo, inerte, oco, achando que sente coisas. Coisas essas que tomam proporções de palavras e gastas se repetem apenas pelo vício. Não há nada aqui dentro. Uma grande caixa preta vazia. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7812576545062201440-6256366935795955342?l=trakamorim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://trakamorim.blogspot.com/feeds/6256366935795955342/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2010/03/iii-black-box.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/6256366935795955342'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/6256366935795955342'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2010/03/iii-black-box.html' title='III. BLACK BOX'/><author><name>Trak Amorim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14059994867803734306</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_n-NRfoytPUg/TKuAsP9QijI/AAAAAAAAAAM/47lJARfxvhQ/S220/S6300594+-+C%C3%B3pia.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7812576545062201440.post-6707794445946861252</id><published>2010-03-27T13:07:00.000-07:00</published><updated>2010-03-27T13:08:22.022-07:00</updated><title type='text'>II. VIDEOTAPE</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt; Aquilo que ansiava numa massa disforme de silêncios simplesmente lhe escapava pelos dedos. Uma cena de filme que não conseguiu se reter na memória. Qual era mesmo o fim da história? Já não conseguia lembrar quando parou de sonhar e começou apenas a tecer, ver cenas que não existiam, mas que não chegavam a ser sonhos, nem alucinações. Eram apenas desejos desencarnados tentando apodrecer na lixeira do cérebro.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7812576545062201440-6707794445946861252?l=trakamorim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://trakamorim.blogspot.com/feeds/6707794445946861252/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2010/03/ii-videotape.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/6707794445946861252'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/6707794445946861252'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2010/03/ii-videotape.html' title='II. VIDEOTAPE'/><author><name>Trak Amorim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14059994867803734306</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_n-NRfoytPUg/TKuAsP9QijI/AAAAAAAAAAM/47lJARfxvhQ/S220/S6300594+-+C%C3%B3pia.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7812576545062201440.post-1738848305280326339</id><published>2010-03-27T12:57:00.000-07:00</published><updated>2010-03-27T13:00:51.869-07:00</updated><title type='text'>Até o tempo esgotar o osso</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em meio a nomes que se baseiam em letras desconexas, em meio a flores que remexem nas farpas entre as cercas ficam suaves gotas de chuva, mas tudo isso não passa de um preâmbulo, uma enrolação.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Deixa que tudo fique assim indeciso, sem precisão de tiro, uma hora apenas o sangue vai escorrer e vai perceber que foi certeiro. No meio da boca, na travessia do peito. E eu sou trash até a última linha. Tuberculose ultra romântica espalhada em cada centelha. Mas isso também é uma enrolação.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Talvez, e apenas talvez, ao longo do tempo eu tenha construído com tijolos indefinidos e multicoloridos um rosto que eu mesma não saiba reconhecer. Uma gama de infinitas retas que em algum momento se cruzam e me desalinham. Coisa adversa. Mas que conserva um pouco da minha filha da putice. Coisa séria, cada pessoa tem um visão pior que a outra de mim, e só uma pessoa consegue abstrair totalmente, e dar de ombros, e com certeza não sou eu. Em última estância sou a merda do meu algoz. O infeliz que persegue o próprio rabo com uma foice nos lábios. Eu me corto, mutilo e desestabilizo sem mexer um único músculo. Isso chega a ser aflitivo. Se não fosse cinematográfico e antes de tudo teatral. Se cada pedaço partido não se transfigurasse num novo drama, pequenino mas ainda assim poderoso na arte de disfarçar o que realmente oculta no coração. Na verdade, a grande arte da trapaça, de enganar. De se enganar. Eu já não sei que rosto é esse que eu vejo, que eu desenho, cada vez é diferente, como a minha assinatura. Cada hora uma pessoa emerge. Mas é sempre uma filha da puta. Isso não difere. Apenas em um ou dois casos, que por algum motivo inexplicável, a persona filha da puta adormeceu e deu lugar aquela doçura tão poucas vezes praticada. Na defensiva? Sempre. Até o último atropelo. Até o farol do carro grudar na retina e o corpo bambolear no ar e salivar no asfalto. Se não acontecer, até o olho obscurecer na cegueira dos dias de chuva. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7812576545062201440-1738848305280326339?l=trakamorim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://trakamorim.blogspot.com/feeds/1738848305280326339/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2010/03/ate-o-tempo-esgotar-o-osso.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/1738848305280326339'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/1738848305280326339'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2010/03/ate-o-tempo-esgotar-o-osso.html' title='Até o tempo esgotar o osso'/><author><name>Trak Amorim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14059994867803734306</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_n-NRfoytPUg/TKuAsP9QijI/AAAAAAAAAAM/47lJARfxvhQ/S220/S6300594+-+C%C3%B3pia.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7812576545062201440.post-1714013216574543429</id><published>2010-03-24T11:34:00.000-07:00</published><updated>2010-03-24T11:41:21.914-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Duas a menos de mim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não vejo onde essa estrada vai dar, conheço bem os tijolos, eis o clima. Eu sei que nada que aconteça será novo, mas eu só quero que você me queira. É, assim mesmo, tipo música dos mutantes, desejo simples, sem muita procedência, coisa besta que não se envolve com qualquer outra letra. No fundo no fundo, você é só um nome. Parece triste, letárgico, dizem que é pessimista, sentimental, mas dentro de mim tudo beira um abismo. Isso mesmo um abismo, daqueles profundos e escuros sem poesia. Talvez eu seja mais uma bêbada apaixonada que elegeu uma outra letra do alfabeto pra se entreter. Talvez seja você. Ou talvez seja apenas esse copo na minha frente vibrando. Mas a cada dia que passa eu sei que há duas a menos de mim, dentro de mim, me sinto menos presente. Em algum lugar eu perdi a minha segurança. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7812576545062201440-1714013216574543429?l=trakamorim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://trakamorim.blogspot.com/feeds/1714013216574543429/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2010/03/duas-menos-de-mim-nao-vejo-onde-essa.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/1714013216574543429'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/1714013216574543429'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2010/03/duas-menos-de-mim-nao-vejo-onde-essa.html' title=''/><author><name>Trak Amorim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14059994867803734306</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_n-NRfoytPUg/TKuAsP9QijI/AAAAAAAAAAM/47lJARfxvhQ/S220/S6300594+-+C%C3%B3pia.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7812576545062201440.post-6125766267117974562</id><published>2010-03-13T14:48:00.001-08:00</published><updated>2010-03-13T14:51:10.885-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Em meio ao mundo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em meio ao mundo surpresas nem sempre agradáveis. Coisas que preferia não ver, não ouvir, não sentir, mas é apenas mais um dia na vida. Apenas mais um dia entre tantos outros. Nem chega a ser uma queixa, nem chega a ser uma insegurança ou uma palavra anestesiada. Apenas um desapontamento pelas coisas que transitam sem se tocar, sem se entregar. Por sequências de palavras que não tem onde se reportar. Questão de postura. Sei lá, talvez apenas uma apego muito grande a solidão que me serve de consolo. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7812576545062201440-6125766267117974562?l=trakamorim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://trakamorim.blogspot.com/feeds/6125766267117974562/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2010/03/em-meio-ao-mundo-em-meio-ao-mundo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/6125766267117974562'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/6125766267117974562'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2010/03/em-meio-ao-mundo-em-meio-ao-mundo.html' title=''/><author><name>Trak Amorim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14059994867803734306</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_n-NRfoytPUg/TKuAsP9QijI/AAAAAAAAAAM/47lJARfxvhQ/S220/S6300594+-+C%C3%B3pia.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7812576545062201440.post-4987677671833884805</id><published>2010-03-08T06:20:00.000-08:00</published><updated>2010-03-08T06:22:59.136-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Algum tempo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em algum tempo ficou refletido um dia de sol, sem data no calendário. Apenas uma sombra de dúvidas pairando, de perguntas proclamando alguma coisa que queria sair. Nascer? Morrer? Uma imensidão de palavras tomou-lhe os ouvidos, repetidas vezes, de variadas bocas e eram sempre as mesmas. Haveriam tão poucos adjetivos no mundo? Tão poucas palavras que a língua conseguisse articular? Ficou em dúvida, mas era um dia de sol e teimava em querer relegar para baixo das paredes qualquer audácia, ams sabia que numa hora teria que guardar o sol de volta na caixa e reconectar-se ao mundo tão estranho e frouxo da porta pra fora.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7812576545062201440-4987677671833884805?l=trakamorim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://trakamorim.blogspot.com/feeds/4987677671833884805/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2010/03/algum-tempo-em-algum-tempo-ficou.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/4987677671833884805'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7812576545062201440/posts/default/4987677671833884805'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://trakamorim.blogspot.com/2010/03/algum-tempo-em-algum-tempo-ficou.html' title=''/><author><name>Trak Amorim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14059994867803734306</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_n-NRfoytPUg/TKuAsP9QijI/AAAAAAAAAAM/47lJARfxvhQ/S220/S6300594+-+C%C3%B3pia.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
